Produzido por: Rodrigo Salvato

Festa Confederada 1

Uma das grandes atrações nas Festas Confederadas que, em todo mês de abril, acontecem no Cemitério do Campo e/ou
dos Americanos, é a apresentação do Russo Jazz Band. Na foto, o grupo musical em sua exibição durante a festa de 14 de
abril de 2002. Essa festa tenta relembrar um antigo costume, vindo do século XIX, quando, nesse mesmo local, os imigrantes
americanos reuniam-se para o culto dominical e visitação aos túmulos de seus entes queridos. É fácil imaginar que devido às
grandes distâncias, os imigrantes levavam as refeições prontas, pois não seria possível voltar em tempo de prepará-las. Reunidos,
como em um grande piquenique, tinham um momento ideal para descontração, lembranças da pátria-mãe, lembranças da viagem
e muito mais. Neste próximo dia 6 de abril, com o valor do ingresso estipulado em R$8,00, (entenda-se como contribuição para
manutenção desse patrimônio histórico), estará acontecendo a XXII Festa Confederada. Estudantes pagam meia entrada, crianças
menos de 12 anos e adultos, acima de 60 anos, não pagam.

Antonio Carlos Angolini - FUNDAÇÃO ROMI - Arquivo Histórico


Festa Confederada 2

Publicada no livro "História de Santa Bárbara d'Oeste" - página 91, esta foto, de Tomas May, retrata a Festa Confederada
de 2007, no momento da apresentação da FAMAM - Fanfarra Marcial Amigos. Essa premiada fanfarra é comandada pelo
regente Paulo Caetano e muita alegria tem proporcionado a todos, em suas apresentações. No próximo dia 6 de abril, no
Cemitério do Campo, o conhecido "Cemitério dos Americanos", estará acontecendo a XXII Festa Confederada. Com o
valor do ingresso estipulado em R$8,00, (entenda-se como contribuição para manutenção desse patrimônio histórico),
estaremos participando dessa, que é a mais tradicional e diferente festa histórica, de toda a região. Estudantes pagam meia
entrada, crianças com menos de 12 anos e adultos, acima de 60 anos, não pagam.

Antonio Carlos Angolini - Fundação Romi / Arquivo Histórico


A Estação Experimental de Tupi na sua História.

A atual Estação Experimental de Tupi, pertence à Divisão de Florestas e Estações Experimentais do Instituto Florestal de São Paulo apresenta,
em sua memória histórica, um início como Estação Experimental do Ministério de Agricultura do Governo Brasi1eiro, na década de 20.
Posteriormente, passou a pertencer ao Instituto Agronômico de Campinas, quando tomaram parte importante, nas pesquisas de campo,
com uma série de experimentos com algodão, feijão, arroz, milho, fumo, tungue e mamona, engenheiros agrônomos diversos, destacando-se
os nomes de Argemiro Frota (Chefe de dependência em 1939), Milton Ferraz de Arruda (seu assistente técnico), os quais pesquisavam em
colaboração com os seus colegas Abelardo Rodrigues Lima (Chefe de Seção Técnica do IAC), Arnaldo Carlos Krug e Cruz Martins da Chefia
do Serviço Científico do Algodão do IAC. Na década de 50, o então Serviço Florestal do Estado – PSF - recebeu do IAC essa Estação
Experimental que passou a denominar-se Horto Experimental de Tupi, tendo à frente de sua chefia o Engenheiro Agrônomo Argemiro Frota.
E, em princípios de 1956, ocupou essa Chefia, o Engenheiro Agrônomo Dr. Alceu de Arruda Veiga. Foi, aliás, este pesquisador científico que
implantou uma série de projetos experimentais e florestais que ainda podem ser visitados até hoje, incluindo um parque paisagista em sua sede,
com espécies nativas e exóticas. Na década de 70, o Serviço Florestal do Estado passou a ser um Instituto Florestal, com a criação de Divisões
Técnicas. Nessa oportunidade, o Horto Experimental de Tupi passou a denominar-se Estação Experimental, sendo que sua área corresponde
a 200 hectares. E com essa mudança, ocupou a Chefia o Engenheiro Agrônomo Gonçalo Mariano. Posteriormente, em seu lugar, vieram os
Engenheiros Agrônomos Plínio de Souza Fernandes, Luiz Carlos Costa Coelho, José Luiz Timoni e Edegar Gianotti. E atualmente, essa Chefia
é exercida pelo Engenheiro Florestal Gilberto de Souza Pinheiro. A memória histórica da atual Estação Experimental de Tupi ficaria incompleta
se não se destacassem todos aqueles funcionários – trabalhadores braçais, escrituários, feitores, meteorologistas, etc – cuja presença diária e
diuturna sempre se fez necessária. Mesmo porque, os senhores técnicos e pesquisadores jamais teriam oportunidade de construir o que quer
que fosse, sem a colaboração deles. A Estação Experimental de Tupi possui, nos arquivos do Instituto Florestal – incluindo os textos da Revista
“Silvicultura” em São Paulo – registros completos de todos os seus projetos experimentais desde propagação gâmica e orgânica até o desbaste
florestal, fertilização química, etc., numa demonstração correta de sua real utilidade à coletividade paulista e brasileira.

22 de julho de 1992
Relato escrito por Dr. Alceu de Arruda Veiga

Pesquisa: Antonio Carlos Angolini
22 de julho de 1992


Horto Florestal de Tupi

Situado numa área de 200 hectares, é o principal ponto turístico do Distrito de Tupi. De importância nacional, a base do
trabalho na Estação é a pesquisa. Na década de 1920, José Basso, administrador da Fazenda Morro Grande, consegue,
junto aos proprietários dessa fazenda, a doação de terras ao Governo Federal, destinadas a criação da Estação Experimental
de Algodão de Piracicaba. Em 1949, a Estação passou para o Governo Estadual, Divisão de Florestas e Estações
Experimentais do Instituto Florestal de São Paulo. Ali foram realizados experimentos importantes com algodão, feijão, arroz,
milho, fumo e mamona. Nos 200 hectares de extensão do Horto, o visitante pode encontrar hoje: uma trilha auto-explicativa
que leva até a floresta de pinus e de essências nativas e fruteiras; um caminho que leva à outra parte da mata, até encontrar
uma pequena queda d'água. Há também no Horto, duas represinhas, a primeira, construída em 1975, recebeu o nome de Lago
Marcelo, homenagem ao filho do engenheiro responsável, na época. A Estação Experimental de Tupi realiza reflorestamento,
comercialização de madeira. O local é aberto para o público de segunda à sexta-feira das 7 às 16 horas e aos finais de semana
das 7 às 17 horas. É comum a visitação do local por escolares, ambientalistas e pessoas que apreciam o contato com a natureza
.

Cine Tupi

Em 1952, um grupo de moradores, teve a idéia de montar uma sociedade e inaugurar um cinema, no Distrito de Tupi, município de Piracicaba.
A idéia cresceu e aderiram ao plano, Carlos de Sordi, Josefina Dela Modesta, os irmãos Barroso, Sebastião, Hermínio e Mário, os irmãos Boaretto,
Romano e Mário, e Alcides Angolini. Em janeiro do ano seguinte, fez-se a primeira reunião com a arrecadação de 10.000 cruzeiros de cada sócio ,
tendo o proponente da idéia, Carlos de Sordi, entrado com Cr$5.000,00 a mais. Formou-se um capital de Cr$85.000,00. A primeira medida foi a de
adquirir um terreno que, depois de estudado, foi comprado de Armando Marengo, ao preço de Cr$7.000,00. Gastou-se mais Cr$1.800,00 de
escritura e registro, enfim, até o mês de agosto daquele ano, Cr$58.905,40 já tinham sido empregados na execução desse plano. Não ficou claro ,
mas acredito que o capital de Cr$15.000,00, de Carlos de Sordi, ficou por conta dos serviços de pedreiro, por ele assumido, na construção do
prédio. Na contabilidade dessa obra, aparece com muitos dias de trabalho, como auxiliar, João Jorge, entre outros. O projetor de filmes - 16 mm,
foi adquirido na Casa Peu, por Cr$12.000,00. Carlos Alberto de Sordi, "Carlinhos", o primeiro a iniciar como operador, logo substituído por Mauro
José Dechem que, por muitos anos, operou esse ofício. Foram adquiridas 10 dúzias de cadeiras, ao preço de Cr$4.320,00. Em 22 de outubro, os
sócios entraram com mais Cr$1.500,00 cada um, para equilibrar as contas da sociedade. Um tempo depois, por motivos de mudança com toda a
família para Jundiaí, Carlos de Sordi e sua parente, Josefina Dela Modesta, deixam a sociedade, sendo as suas cotas rateadas pelos sócios
restantes. Em 28 de outubro, foram contabilizadas as primeiras receitas do ano, com o início das exibições cinematográficas, com os filmes; Bela
e Bandida e Bola de Cristal, com a arrecadação de Cr$2.266,00. Está registrado que, em abril de 1954, aconteceu o primeiro baile, no salão, com
uma arrecadação de Cr$64,00 e o primeiro show foi de Algodão e Nha Rita, com a arrecadação de Cr$260,00. Assim foram os primeiros anos
de nosso Cine Tupi, não sendo, de maneira alguma, um investimento rentável aos sócios , e sim, uma oportunidade de entretenimento para
a população. Foram anos de diversão e alegria para todos. Às quartas-feiras, sábado, domingo; com o matinê e a noite , eram exibidos bons
filmes. Mas em 1961, o prédio do cinema passou a ser utilizado apenas para promoções de bailes, festas juninas e carnaval. Foi tentado colocá-lo
em funcionamento , mas durou pouco tempo, sendo desativado definitivamente. O prédio foi vendido ao Sr. Laurindo Boldrim que transfere seu
armazém, o São João, e sua residência,para esse local. Essa década foi caracterizada por um período de decadência no Tupi. Velhos moradores
deixaram o bairro em busca de recursos na cidade. Em conseqüência, são fechados , além do cinema, o Cartório de Registro Civil, o Correio e a
Estação. Por outro lado, o aspecto do Tupi é mudado com a construção da praça, com o assentamento de guias nas ruas, a construção de
novo prédio para a Escola . Mais tarde, surge o loteamento Parque Peória, que permitiu a expansão do Distrito.

Antonio Carlos Angolini

 

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