ENTREVISTADO: PADRE EDVALDO DE
PAULA DO NASCIMENTO
O que faz uma igreja católica atrair tantos fiéis,
centenas, até milhares, que se aglomeram inclusive do lado de fora
da porta do templo? Qual é a motivação para 300 crianças
irem assistir a uma missa de domingo? Fiéis procurando estarem
mais próximos do altar levam suas próprias cadeiras e colocam
á frente das enormes fileiras de bancos da própria igreja,
ás nove horas da manhã já tem pessoas levando suas
cadeiras para assistirem a missa das 16 horas. Fiéis de outros
municípios, alguns a mais de 100 quilômetros, comparecem
semanalmente á celebração de missas. Por melhor que
seja a oratória do celebrante, esse verdadeiro fenômeno não
seria tão duradouro apenas pelo dom da palavra. Algo muito forte
move essa multidão em torno da Paróquia e Santuário
de Nossa Senhora dos Prazeres, em Piracicaba. O seu pároco e grande
responsável pelo enorme afluxo de fiéis é o Padre
Edvaldo de Paula do Nascimento. Nascido em Osasco, em 11 de outubro de
1967, são seus pais Vicente de Paula do Nascimento e Maria de Lourdes
do Nascimento. Aos dois anos de idade a família mudou-se para Cruzeiro,
onde permaneceram por 12 anos até mudarem-se para Pindamonhangaba.
Padre Edvaldo tem apenas uma irmã, Elaine. Começou seus
estudos em Cruzeiro, em Pindamonhangaba concluiu o ensino regular seguindo
sua formação no Seminário Diocesano de Taubaté.
Concluiu sua jornada de estudos em São Paulo e em 17 de junho de
1995 foi ordenado na Igreja Nossa Senhora do Paraíso em São
Paulo.
A convite de Dom Eduardo Koiak veio para a Diocese de Piracicaba, na cidade
de Santa Barbara D´Oeste na Igreja Matriz, onde passou a ajudar
o saudoso Padre Mário. Existia já o projeto de criar mais
uma paróquia, pois aquela já estava muito grande. Após
nove meses, em setembro de 1997 foi criada a nova paróquia, assumindo
como Primeiro Pároco da Paróquia de São Judas em
Santa Bárbara D`Oeste, onde permaneceu por 10 anos.
Como ocorreu a vinda do senhor á Piracicaba?
Nosso Bispo atual, Dom Fernando Mason me procurou, perguntando se eu queria
fazer uma mudança, quando se ordena padre se põe a serviço
de Jesus Cristo e da Igreja. Havia a necessidade de fazer essa transferência,
eu disse a Dom Fernando que estava disposto a aceitar. Seria doloroso
para o povo da paróquia e também para mim, pelo trabalho
que eu estava realizando naquela paróquia.
O senhor veio para a Paróquia e Santuário de Nossa
Senhora dos Prazeres em que ano?
Cheguei aqui em fevereiro de 2008. Esta paróquia foi recriada,
na realidade Nossa Senhora dos Prazeres foi a primeira padroeira de Piracicaba,
só que o povoador de Piracicaba, Antonio Correa Barbosa tinha como
santo de sua devoção Santo Antonio, ele preferiu dedicar
a cidade a Santo Antonio e assim permaneceu. A Igreja era na margem esquerda
do Rio Piracicaba e a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres foi encontrada
á margem direita do Rio Piracicaba (Atual Bairro Nova Piracicaba).
Existia um barracão, sob os cuidados do Monsenhor Jorge. O Padre
D`Elboux veio para criar a Paróquia, foi ele quem criou toda a
estrutura existente hoje.
Chama a atenção de quem entra pela primeira vez na Igreja
o fato muito raro de ser uma Igreja Católica com ar condicionado.
O pároco antigo e eu conversamos muito a respeito da igreja ser
muito quente, talvez pelas características da própria construção
em concreto e vidro. Um ano e meio após ter chegado aqui conversei
com o povo sobre a necessidade de realizar esse empreendimento. Teve um
pouco dessa polêmica: ”- É luxo!” “Não é luxo”.
Eu comentava com o povo: “- Nós gostamos de estar aqui, desenvolvemos
neste local a coisa mais preciosa que é a nossa fé em Deus,
a certeza de que Ele é o motivo da nossa vida. É Ele quem
nos conduz e nos abençoa, estamos vindo aqui para buscá-lo,
vivenciá-lo. As celebrações são diferenciadas,
eu nunca sigo folheto de missa, sempre temos um tema diferente, uma proposta
que mexe com a vida das pessoas. É preciso que haja um certo conforto
ao estar aqui. A temperatura muito elevada interfere na concentração,
minhas missas são reflexivas, gosto que as pessoas prestem atenção
na argumentação. Trago elementos do texto original, a palavra
de Deus é eterna, foi escrita para aquela época mas permanece
para sempre. Procuro trazer essa palavra para o momento presente, como
isso toca na minha vida. Antes de uma resposta, que coloca o individuo
em uma situação passiva, eu prefiro realizar a provocação,
para que a pessoa possa sair e buscar, movimentar sua vida em direção
aquilo que é bom. Deus nos coloca em movimento. Quando a pessoa
está bem ela está movimentando e quando não está
bem tem que se movimentar para sair daquela situação ruim.
As pessoas mais conservadoras não criaram obstáculos,
alegando motivos de saúde, para o fato inusitado em nossa cidade
de uma igreja católica ter ar condicionado?
Quando se trata de um numero muito grande de pessoas nem sempre a opinião
é unânime. Às vezes alguém diz “ Está
muito frio!” ou “Está calor, não ligaram o ar!” Nós
temos grande facilidade de nos acostumarmos com o que é bom, confortável.
Embora o tema ar condicionado seja banal, ele abrange um aspecto em que
o fiel julga ser necessário suportar o forte calor, até
mesmo sacrificar-se, em louvor á Deus.
Eu não acredito nesse Deus! Não acredito em um Deus que
queira que o ser humano sofra! Essa religião do sacrifício
leva aonde? Ela se impôs pelo medo, isso que é bom? Isso
leva a que lugar? A escravizar as pessoas? Eu não quero que as
pessoas voltem aqui por que tem medo, quero que voltem porque gostaram.
É comum a presença de pessoas que normalmente são
avessas a freqüentarem igreja, em particular elementos do sexo masculino,
em idade produtiva, qual é o motivo?
A proposta é diferente! Não é para a pessoa ao chegar
ao final da sua vida e refletir sobre quanta coisa horrível ela
fez em sua vida, á beira da morte ter medo do inferno, sentir que
precisa se converter e realizar práticas religiosas. É muito
bom viver, podemos viver agora mantendo princípios do evangelho,
a palavra que Deus tem para nós é a palavra de vida. Na
África quando a pessoa está perdida, ela grita em seu dialeto,
que traduzindo para o português significa: “Mãe, ou mamãe,
eu estou perdido!”. Ele chama pela mãe. Todas as pessoas que eu
atendi na hora da morte, chamaram pelas suas mães. Fico imaginando
que todos têm a necessidade de um colo de mãe, Deus é
esse colo.
A missa que o senhor celebra tem quanto tempo de duração?
Essa é uma questão interessante. Se a missa antecipa o céu,
o céu não tem tempo! Aos finais de semana celebro seis missas,
duas no sábado e quatro nos domingos. Ás sexta feiras celebro
a Missa da Saúde, ás 16 horas, ás segunda feiras
ás sete horas da manhã celebro a Missa dos Trabalhadores,
eles vem pedir a benção de Deus para começar a sua
semana. A missa das 18 horas do domingo eu termino ás dezenove
e dez, para começar outra missa ás dezenove e trinta. Quem
vem à missa aos domingos não tem a mesma pré-disposição
de quem vem á missa ás quarta feiras. A missa de quarta
feira eu denominei de Missa Temática, isso porque a cada quarta
feira trabalho um tema. Começa as 19 horas e trinta minutos, costuma
durar duas horas ou duas horas e meia. Quem vem já sabe que irá
permanecer bastante tempo na igreja. E sai satisfeito.
Como o senhor vê esse afluxo de fiéis?
Eu quis ser padre, mas nunca imaginei o que Deus faria com a minha vida.
Nunca imaginei estar em Piracicaba. Ainda criança, vivia em Pindamonhangaba,
muitas vezes estudando escutava um carro passar pela rua anunciando: “-Pamonhas,
pamonhas, pamonhas de Piracicaba!”. Eu pensava onde será essa Piracicaba?
O que tem lá? Tenho um amigo. o escritor Rubem Alves, ele tem uma
história muito interessante: “A Menina e o Pássaro Encantado”,
que conta sobre o encanto da liberdade, com o qual me identifico. A proposta
da missa de quarta feira é de que quem vem, venha para experimentar,
que faça diferença na vida das pessoas.
A realidade é que o senhor não realiza milagres.
Deus pode realizar milagres, é possível desde que as pessoas
queiram. Jesus quando curou alguém disse: “- Vai, tua fé
te salvou!” É uma força de Deus que está dentro de
nós. Existem inúmero testemunhos, escritos, falados. Nós
ouvimos falar: “Deus está entre nós.”. Sentimos a curiosidade
de ver sua imagem, a humanidade tem necessidade de uma divindade, e se
ele está entre nós, a tradição judeu-cristã
fala em Deus que vem visitar o ser humano, o primeiro momento da Bíblia
é o momento do Êxodo, acontece quando Deus vem visitar o
povo para tira-lo da escravidão. É um Deus que não
suporta a escravidão. Quando Deus vem entre nós, o encontramos
em um menino, deitado entre os animais. (Nesse momento o Padre Edvaldo
mostra-se profundamente tocado pela imagem de Menino Jesus na manjedoura).
A figura de Deus é o rosto de uma criança, pura e inocente,
indefesa. Ele entrou na história da humanidade pelo porão
de uma casa. A manjedoura é o andar de baixo da casa, os animais
ficavam embaixo para aquecer os donos que ficavam em cima. O único
lugar que encontraram foi na manjedoura junto aos animais. Que casa é
essa que acolheu essa mulher grávida? Pode ser a nossa! Essa é
a nossa proposta deste Natal. Quando cresceu, Ele disse: “Olhem para mim,
vocês se parecem comigo!” Jesus não é o Pai, é
o Filho, mas diz: “Quem me viu, viu o Pai”. O filho é a imagem
do Pai, e nós nos parecemos com Ele. No coração Dele
tem gravado o meu nome, a minha imagem. Não posso sair dessa igreja
me sentindo desanimado tenho que sair e dizer: “Vale a pena!”.
Padre, quantas pessoas costumam freqüentar suas missas?
Temos a capacidade para 800 pessoas sentadas. Às quarta feiras
as pessoas vem logo cedo colocar banquinhos e cadeiras delas mesmas, para
reservar lugares próximo ao altar. Já houve a contagem de
2.000 pessoas na quarta feira. E um fato interessante, foi dito uma vez
que só as mulheres vêm à igreja, temos a presença
de muitos homens, de todas as faixas etárias.
Chama muito a atenção é o fato de no fundo da igreja
ter uma caixa, blocos de papel e uma caneta.
É para colocar os pedidos de oração. Está
escrito na caixa: “Deus Proverá”. Essa frase é do livro
do Genesis, dita por Abrahão, o pai das três maiores religiões
do mundo: o judaísmo, islamismo e o cristianismo que tem Abrahão
como referência. Abrahão era um homem que não podia
ter filhos ele e Sarah, só que era um homem que sonhava, desejava,
rezava para ter filhos. Note bem: sonho, desejo e oração.
O encontro dessas três vertentes é absolutamente poderosíssimo.
O milagre vem do encontro dessas três vertentes. Deus não
deixa de responder quem sonha quem deseja e quem reza. Pode ser que a
resposta não esteja onde a pessoa está procurando. A pessoa
pode colocar-se diante de um desejo ou diante de uma situação
que chegou muito perto dela. (Nesse momento Padre Edvaldo levanta-se e
encosta a face junto a um armário) dizendo: “Se eu chegar muito
perto deste móvel, eu não consigo ver o que está
ao lado, eu tenho que alargar o meu horizonte, Deus criou o infinito para
que a vida seja mais. Não posso ficar olhando para o chão,
tenho que olhar adiante. Quando mais adiante olhar melhor será
a minha amplitude de visão. Abrahão sonha, deseja e reza
por um filho, ele e Sarah eram nômades, ele vê três
homens vindos de longe, sai ao encontro deles. Sonho, desejo e rezo, para
isso é preciso sair do status quo (estado atual das coisas) movimentar,
sair do medo que me paralisa. Abrahão disse aos três homens:”
Fiquem comigo em minha tenda, vocês estão cansados, e disse
para Sarah: “Prepare o melhor que nós temos”, oferecendo para os
três um banquete. No final os homens dizem para ele: “-O que você
mais deseja vai acontecer. O ano que vem voltaremos e haverá o
choro de uma criança em sua casa, você vai ter um filho!”.
Abrahão pula de alegria, porque o fato dele sair para acolher aqueles
homens foi um gesto que faltava para acolher um filho. Apesar de sonhar,
desejar e rezar, mesmo ainda não tendo o filho ele não foi
tomado pela amargura. O impedimento nos amargura, e isso nos impede do
movimento seguinte, nos paralisa. Na verdade você se afunda mais.
Quanto mais amargurado mais afundado você está. Você
deixa de acreditar nas forças de Deus que está em você.
“A tua fé o salvou”, é absolutamente necessário que
você acredite! E que tenha o mínimo, o mínimo que
seja de força de vontade, de esperança. Abrahão cortava
árvores para fabricar berços, para as vizinhas grávidas.
Ele embalava o seu sonho de ter um menino. Alguém poderá
dizer: “Mas ele é um masoquista, não podia ter filhos e
fabricava berços!” Não, é que ele não era
um derrotista! Não era um amargurado, não deixou que o impedimento
tocasse nele para que ele deixasse de fazer o movimento, ele faz o movimento.
Inclusive o movimento de fabricar berços.
O que chama muito a atenção são crianças escrevendo
nesse pequeno papel e colocando-o em uma caixa, escrito logo acima: “Deus
Proverá”. Na hora vem a imagem do Muro das Lamentações.
Acho que é um lugar de oração, de pedidos, como essa
igreja é. Ali são colocados seus desejos, necessidades e
alegrias. Os pedidos são colocados durante a missa, não
são lidos, possivelmente devem existir coisas que não devem
ser lidas.
O senhor realiza confissões?
Realizo, são atendimentos, nós não temos mais confessionários
nesta igreja. Pelo fato de ser muito procurado acabo tendo que fazer uma
fila de espera.
O senhor é o único padre desta igreja?
Sou o único. Conversando com um padre meu amigo, disse-lhe que
somos três: O Padre Edvaldo, o Padre De Paula e o Padre Do Nascimento,
e a Força de Deus.
O senhor realiza alguma atividade física?
Realizo caminhadas, gosto de correr.
Em média o senhor dorme quantas horas?
Seis horas por noite. Gosto muito de ler, escrever.
O senhor escreve suas memórias, elas serão publicadas
algum dia?
Talvez, acho que publicarão.
Póstumas?
Acho que sim, serão interessantes.
A Igreja Santuário Nossa Senhora dos Prazeres tem um sistema muito
interessante de velas.
A vela é um elemento interessante, de fé, religiosidade,
de prática religiosa, acompanha a história da humanidade,
é bonita, enfeita e tem o fato da manifestação pessoal.
Faço viagens com peregrinos daqui a santuários do mundo,
percebemos que é muito presente o uso da vela, só que temos
a questão da segurança, na maioria dos santuários,
no mundo todo estamos tendo essa substituição, da antiga
vela por esse velário, que é mais seguro, a pessoa faz uma
oferta mínima, coloca uma moedinha e acende uma vela. Encontrei
aqui no Brasil em uma loja. E foi muito bem vindo.
Percebe-se que o senhor é muito bem atualizado.
Não tenho rede social, acho a internet fantástica, necessária.
Meu sonho é colocar no santuário monitores de video, para
que as pessoas possam participar melhor.
O que chama muito a atenção é a freqüência
de crianças no Santuário.
A missa das nove horas do domingo nós não denominamos de
“Missa das Crianças”, porque a missa é de Jesus Cristo,
da comunidade toda. É uma imprecisão litúrgica dizer
“A Missa de Formatura”, “A Missa de Sétimo Dia”, “Missa de Aniversário”,
a missa é de Jesus! Prefiro não rotular, não criar
situações onde há missa para alguns, mas não
existe para outros. A missa das nove horas do domingo é uma missa
com a participação dos jovens da catequese, tem uma equipe
de catequistas, uma psicóloga, uma mãe, e o pessoal da musica,
nós nos reunimos todas as quintas feiras á tarde para prepararmos
essa missa. Nós olhamos para missa, vamos levantar situações
que se possa trabalhar com as crianças, para que a criança
se sinta acolhida. Tem coisas que eu não posso mexer, mas aquilo
em que posso para atingir melhor as crianças, para me comunicar
com elas, é feito. Temos uma média de participação
no domingo de 300 crianças. Em algumas ocasiões chega a
500 a 600 crianças. Em junho estive em Fátima, Portugal,
junto com um grupo de peregrinos, eu sempre quero levar todos, a caixa
“Deus Proverá” vai comigo, disse ás pessoas, escreva o nome
das pessoas da sua família, aquelas que você ama que queira
que eu leve até o Santuário de Fátima. Este ano levamos
para a Terra Santa e foi colocada na Igreja do Monte Tabor, onde Jesus
Cristo se transfigurou. Foi fantástico, porque sem que soubéssemos
da existência, ao entramos na igreja havia uma cavidade no chão
com uma grade, e ali as pessoas depositam os nomes para a oração.
Oramos e eu me ajoelhei e depositei ali os papéis com os nomes
que havia levado em uma sacola, aqui do nosso santuário. Eu queria
trazer alguma coisa para as crianças, conversei com uma senhora
que as fornecia e ela me perguntou quantas medalhas eu desejava, disse-lhe
que pelo menos 500. Ela ficou abismada pela quantidade de crianças
em uma só missa, teria que somar toda a freqüência de
crianças no período de um ano para chegar a esse numero
na sua paróquia. No domingo que antecedeu o dia das crianças
entreguei a cada uma a medalha em um cordão branco. As crianças
freqüentam o nosso santuário, e gostam, porque tem uma resposta.
As pessoas correspondem se você as provoca, para o mal e para o
bem. As crianças vão percebendo o valor da oração.
Há muitos voluntários servindo o Santuário?
Existem mais de 350 pessoas exercendo o ministério, são
pessoas que se dedicam ao trabalho. Temos a Comunidade Nossa Senhora dos
Navegantes, na Avenida Cruzeiro do Sul, A Comunidade da Igreja de São
Francisco, o Mosteiro das Irmãs e o Santuário.
Nossa Senhora é uma só, porque recebe várias
denominações?
Porque é mãe. Minha mãe é amiga, às
vezes ela me corrige, às vezes é educadora, às vezes
é a mulher prendada que faz crochê, a minha mãe às
vezes faz frango com quiabo, que eu adoro. Maria é às vezes
as muitas faces da mesma mulher.
Qual é a origem do nome Nossa Senhora dos Prazeres?
É uma devoção de Portugal, por causa de uma vitória
em uma batalha, um navegador teve uma visão da vitória.
Qual é a mensagem de Natal do Santuário de Nossa
Senhora dos Prazeres?
É que as pessoas acreditem nesse Deus que vem nos visitar. Que
o Natal é uma época de troca de presentes, festas, mas não
se esqueçam do aniversariante. Marque a sua casa para esperar esse
Deus que vem de novo. O nosso lema neste ano é: “Sim Jesus Tem
Lugar em Nossa Casa” As pessoas vão receber aqui um selo para colocar
na porta da sua casa com essa frase.

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