Carlos Roberto Favarão (Abrajof 305)
carlosfavarao@correios.com.br
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Selos homenageiam Heróis Nacionais
O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!

Os selos postais, inicialmente criados com a simples finalidade de postagem de correspondência, divulgam e assinalam, hoje, informações importantes sobre o nosso país, ao mesmo tempo em que prestam homenagem a heróis brasileiros e personalidades nacionais.
Com este compromisso, os Correios emitiram no dia 21 de abril em Brasília (DF), uma folha com 20 selos, homenageando dez heróis nacionais, que possuíram e defenderam ideais de liberdade e de democracia.

A escolha dos heróis focalizados nesta emissão foi inspirada no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, do Panteão da Pátria Tancredo Neves, um espaço de preservação da memória histórica brasileira, que homenageia efemérides fundamentais no processo de construção e consolidação do Brasil como nação independente. O Panteão da Pátria Tancredo Neves está sob a coordenação da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
O 21 de abril foi escolhido para o lançamento porque a data tem significado especial: nesse dia, em 1992, Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes, foi o primeiro herói a ter o nome inserido no Livro de Aço dos Heróis da Pátria, por ocasião do bicentenário de sua execução. O mártir da inconfidência mineira também é o Patrono Cívico da Nação Brasileira.
Os outros heróis destacados nos selos são D. Pedro I, Alberto Santos Dumont, Marechal Deodoro da Fonseca, Duque de Caxias, Plácido de Castro, Almirante Tamandaré, Almirante Barroso, José Bonifácio de Andrada e Silva e Zumbi dos Palmares.
Com uma tiragem de 100.000 folhas, o valor facial de cada selo, de autoria de Fernando Lopes, corresponde ao 1º Porte Carta Comercial, atualmente R$ 0,90.

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER – O TIRADENTES – (1746-1792)
Foi o primeiro herói a ter o nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, com inscrição em 21 de abril de 1992, por ocasião do bicentenário de sua execução.
Nasceu na Fazenda do Pombal, entre São José (hoje Tiradentes) e São João Del-Rei, Minas Gerais. Tiradentes foi mascate, pesquisou minerais, foi dentista prático. Sobre sua vida militar, sabe-se que pertenceu ao Regimento de Dragões de Minas Gerais. Ficou no posto de alferes, comandando uma patrulha de ronda do mato, prendendo ladrões e assassinos. Em 1789, participou de um movimento contra os pesados impostos cobrados pela coroa portuguesa, preparado por militares, escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes. Em março desse mesmo ano, Joaquim Silvério dos Reis que devia elevada soma à Fazenda Real e pensava, com a traição, furtar-se ao pagamento, delatou a trama ao governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena.
Os inconfidentes foram condenados à morte, porém, numa nova decisão, baseada em carta de clemência, essas condenações, exceto a de Tiradentes, foram comutadas em desterro perpétuo na África.
Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.

D. PEDRO I – (1798-1834)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, com inscrição feita em 5 de setembro de 1999.
D. Pedro nasceu em Lisboa, filho de D. João e D. Carlota Joaquina, chegando ao Rio de Janeiro em 1808 com a Família Real. Com o retorno dela para Portugal, em 1821, tornou-se príncipe regente do Reino do Brasil. Em janeiro de 1822, D. Pedro anunciou sua decisão de permanecer no país, e em 7 de setembro proclamou a independência do Brasil. No mesmo ano foi aclamado Imperador e coroado com o título de D. Pedro I.

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA – (1763- 1838)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, em 21 de abril de 2007, dentre as comemorações do quadragésimo sétimo aniversário de Brasília. Cognominado o Patriarca da Independência, nasceu no dia 13 de junho de 1763, na cidade de Santos, estado de São Paulo.
Em Coimbra, Portugal, formou-se em Ciências Naturais e Direito, e graças aos seus grandes conhecimentos foi convidado a entrar para a Academia de Ciências de Lisboa.
Durante dez anos viajou pela Europa, aprofundando os seus conhecimentos, retornando a Portugal em 1800, quando recebeu as honras de desembargador e o título de doutor em Filosofia, sendo nomeado professor de Geognosia e Metalurgia em Coimbra.
Em 1819, retornou ao Brasil, iniciando uma fecunda carreira de homem público. Sua grande capacidade e seus dotes políticos tornaram-no, junto a D. Pedro I, o principal articulador da nossa Independência. O grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, foi, na verdade, o arremate do processo de emancipação, do qual José Bonifácio foi o grande arquiteto.
Era considerado o mais culto brasileiro do seu tempo.
Em 1831, D. Pedro I, ao abdicar da Coroa, indicou-o para tutor de seu filho, o herdeiro do trono e, também, de suas irmãs.
Nos últimos dias de sua vida mudou-se para a cidade de Niterói, onde veio a falecer, em 6 de abril de 1838.

DUQUE DE CAXIAS – (1803-1880)
O Marechal Luís Alves de Lima e Silva teve o seu nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 28 de janeiro de 2003.
Luís Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, no Rio de Janeiro. Em 1821, já era tenente a serviço do Batalhão do Imperador. Participou dos movimentos para a independência, pacificando várias províncias rebeldes.
Nomeado Comandante-em-Chefe das forças do Império em operações contra o Paraguai, concluiu sua jornada com a tomada de Assunção em 1869. Em 1870, é elevado a Duque, sendo o único com esse título no país. Morreu em 7 de maio de 1880, na Fazenda Santa Mônica, em Vassouras, estado do Rio de Janeiro. Em 1962 foi instituído “Patrono do Exército Brasileiro”.

PLÁCIDO DE CASTRO – (1873-1908)
José Plácido de Castro teve o seu nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 17 de novembro de 2004.
Militar, nasceu em 1873, no Rio Grande do Sul, na cidade de São Gabriel. Em 1899 foi para o Acre e, como o governo brasileiro reconheceu a soberania da Bolívia sobre a região, liderou os brasileiros instalados no território para expulsar os bolivianos. Derrotados estes, em 1903 proclamou-se a autonomia do Acre, obrigando as forças bolivianas à capitulação. Castro assumiu a chefia do governo provisório. Faleceu em 9 de agosto de 1908.

ALMIRANTE TAMANDARÉ – (1807-1897)
Joaquim Marques Lisboa teve o seu nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 13 de dezembro de 2004.
Nasceu no Rio Grande do Sul, na cidade de Rio Grande, tomou parte na campanha da independência, participando em vários momentos da repressão aos reacionários. Participou da Confederação do Equador, da Campanha Cisplatina e na Guerra do Paraguai foi combatente determinado.
Tamandaré entrou para a Marinha com 15 anos, exerceu elevados cargos, fazendo com que sua bravura nas batalhas que participou assinalasse grandes momentos na História da Pátria. É Patrono da Marinha Brasileira e na data de seu nascimento, 13 de dezembro, comemora-se o Dia do Marinheiro.

ALMIRANTE BARROSO – (1804-1882)
Francisco Manoel Barroso da Silva teve o seu nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 11 de junho de 2005.
Nascido em Lisboa, Portugal, veio para o Brasil em 1808 junto com a Comitiva da Família Real portuguesa.
Em 1821 ingressou na Academia de Marinha no Rio de Janeiro. Participou de combates na Guerra da Cisplatina, em operações contra a Cabanagem, na Província do Pará, e comandou a Força Naval Brasileira na Batalha Naval do Riachuelo.
Ocupou diversos cargos de relevância na Marinha brasileira, sendo reformado em 1873, no posto de Almirante.

ZUMBI DOS PALMARES – (1655-1695)
Recebeu sua inscrição como herói nacional, no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, em 21 de março de 1997.
Batizado com o nome de Francisco, Zumbi foi entregue ao Padre Antônio Melo com quem viveu até os 15 anos de idade, quando fugiu para Palmares, quilombo entre os estados de Pernambuco e Alagoas, onde se reuniam os escravos fugidos. Lá, ele se fez líder graças à sua coragem, capacidade de organização e comando. Morreu no ataque inimigo de 20 de novembro de 1695. Zumbi tornou-se símbolo da luta dos negros por dignidade e igualdade.


MARECHAL DEODORO DA FONSECA – (1827-1892)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 15 de novembro de 1997. Deodoro da Fonseca ingressou no Exército aos 18 anos, na Arma de Artilharia.
Combateu na Rebelião Praieira, lutou na Guerra do Paraguai, liderou a facção do Exército favorável à abolição da escravatura e foi nomeado Comandante das Armas da Província de Mato Grosso. Em 1889, abandonou o comando e retornou ao Rio de Janeiro. Em 15 de novembro daquele ano, em um movimento político-militar que acabou com a Monarquia, o marechal alagoano Deodoro da Fonseca proclamou a República.

ALBERTO SANTOS-DUMONT – (1873-1932)
Alberto Santos-Dumont teve o seu nome inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 26 de julho de 2006, em comemoração ao ano do Centenário do Vôo do 14-Bis, realizado em 23 de outubro de 1906.
Santos-Dumont nasceu em Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873, na fazenda Cabangu, paróquia de Palmira. A sua cidade natal hoje tem o seu nome, Santos-Dumont.
Feito patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, Santos-Dumont passou a figurar permanentemente no quadro de oficiais-aviadores da Aeronáutica militar brasileira, com o posto de Tenente-Brigadeiro, pela Lei 165, de 05 de dezembro de 1947. A Lei 3.636, de 22 de setembro de 1959, atribuiu-lhe o posto honorífico de Marechal-do-Ar. Faleceu em 23 de julho de 1932, no Guarujá, estado de São Paulo.

Selo

Vencedores do Prêmio Correios Jovem Colecionador – 2007

Lucas Cotrim, de São José do Rio Preto (SP), Dediel da Costa Silva e Caroline Santos Matos, ambos de Porto Velho (RO), foram os vencedores da fase nacional do Prêmio Correios Jovem Colecionador - 2007, promovido pelos Correios. A seleção foi realizada por um Júri composto por seis personalidades ligadas à Filatelia, liderado pelo Presidente da Federação Brasileira de Filatelia (Febraf), Marcelo Gládio da Costa Studart, na quarta-feira (5) Dia do Filatelista Brasileiro, no Edifício-Sede dos Correios em Brasília.
Promovido anualmente, o prêmio faz parte das ações do Projeto Correios nas Escolas e incentiva a utilização do selo postal como recurso didático no ensino fundamental, despertando o interesse dos alunos em colecionar selos e conhecer a filatelia, utilizando-a para pesquisas e trabalhos escolares. Este ano, houve participação de alunos de Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e São Paulo.
A coleção “O Doce Sabor da Fruta”, de Dediel da Costa Silva, 7 anos, aluno da 1ª série da Escola Marcelo Candia, foi a vencedora na categoria I (de 6 a 8 anos). Na categoria II (de 9 a 11 anos), a selecionada foi a coleção “Arquitetura Brasileira na Filatelia”, de Caroline Santos Matos, 11 anos, aluna da 4ª série do Instituto Laura Vicunha. A vencedora da categoria III (de 12 a 14 anos) foi a coleção “Terra, Planeta Água”, de Lucas Cotrim, 13 anos, aluno da 8ª série do Colégio Liceu.
Cada um deles receberá um computador. A entrega será feita no dia 20 de março, aniversário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Os demais participantes da fase nacional receberão um diploma de participação e um conjunto de produtos filatélicos.

Clube Filatélico Mirim de São José do Rio Preto
Lucas Cotrim participa do Clube Filatélico Mirim de São José do Rio Preto, que realiza encontros aos sábados a cada 21 (vinte e um) dias, ou seja, três semanas, das 09h30 às 11h30, na Agência Central dos Correios. Desde 2006, o clube tem reunido por volta de 30 crianças aos sábados na Agência de Correios de São José do Rio Preto.
A participação é gratuita. Basta ter entre 6 e 15 anos, ser matriculada na rede de ensino e comparecer ao primeiro encontro acompanhado de um responsável para preenchimento da ficha de inscrição. Na primeira reunião, o participante recebe um álbum “Classificador” com cerca de 30 selos.
No decorrer dos encontros, tem a oportunidade de trocar seus selos com outros colecionadores, além de conhecer mais sobre exposições filatélicas, lançamentos de selos e carimbos, montar álbuns e aprender como descolar corretamente os selos carimbados de um envelope.
As reuniões contribuem para estimular a criatividade na realização de trabalhos escolares e despertar nas crianças o hábito da escrita e da organização, abordando temas como artes, ciência, comunicação, esportes, literatura, entre outros.
Informações sobre o Clube Filatélico Mirim e o Prêmio Correios Jovem Colecionador, através do telefone (0**17) 3233-2800 ou pelo e-mail: carlosfavarao@correios.com.br

5 de março - Dia do Filatelista Brasileiro

Os Correios comemoram na quarta-feira (5) o Dia do Filatelista Brasileiro, com a seleção dos vencedores do Prêmio Correios Jovem Colecionador, edição 2007, no Edifício Sede da empresa em Brasília.
A seleção será feita por um grupo de renomados filatelistas, que vão escolher os vencedores das três categorias do prêmio — 6 a 8 anos, 9 a 11 anos e 12 a 14 anos. Os primeiros colocados de cada categoria recebem um computador.
Os Correios vêm promovendo a revitalização da filatelia no Brasil, por meio de projetos que divulgam o hobby. Um deles é o Projeto Correios nas Escolas, que visa estimular alunos e educadores a utilizar os selos postais como instrumento de cultura, pesquisa, entretenimento e integração social. Entre outras ações, o projeto já promoveu ampla distribuição de material promocional para professores, autorizou a impressão de selos em livros didáticos recomendados pelo MEC e incentivou a criação de clubes filatélicos na rede escolar, fomentando essa atividade por meio da organização de mostras e exposições nas escolas.
No contexto dessa popularização, os Correios instituíram em 2001 o Troféu Olho-de-Boi, concedido ao artista criador do selo mais bonito do ano. Em 2003 foi lançado o Prêmio Correios Jovem Colecionador, destinado a destacar a melhor coleção filatélica montada por alunos do ensino fundamental em todo o País, estimulando-os a colecionar selos e utilizá-los como elemento de pesquisa nos trabalhos escolares.

História:
Em 5 de março de 1829, D. Pedro I baixou o “Decreto de 1829”, que organizou os Correios do Brasil, definindo tarifas e outras questões de importância para o desenvolvimento dos serviços postais. A decisão de tornar a data o Dia do Filatelista ocorreu em 1969, em São Paulo, durante um congresso organizado pela Comissão Estadual de Filatelia.
A escolha da data justifica-se pelo fato das medidas de D. Pedro I culminarem com a independência e a organização dos Correios do Brasil. Isso possibilitou que, em 1º de agosto de 1843, 14 anos depois, fosse emitido o primeiro selo postal brasileiro.
Segundo país do mundo e primeiro das Américas a adotar o selo postal como comprovante de franqueamento, o Brasil deve seu pioneirismo ao Imperador D. Pedro II. Sensível às idéias inovadoras, D. Pedro II vislumbrou em um pequeno pedaço de papel — o selo Penny Black, primeiro selo emitido no mundo, em 1º de maio de 1840, na Inglaterra — uma conquista que marcaria definitivamente o destino dos Correios.
Colecionar selos é um passatempo que mobiliza milhares de pessoas no Brasil. O trabalho do filatelista não se resume a recolher selos e guardá-los. Trata-se também de organizá-los, separando-os de acordo com país, época, tema, variedade ou algum outro critério. Além de colecionar selos, o filatelista se ocupa também dos carimbos, franquias mecânicas, folhas comemorativas e blocos.
Os selos perpetuam a história e propagam o que de mais valioso um País acumula ao longo de sua trajetória. Em cada tema abordado, uma descoberta, e a certeza do imenso potencial do selo e da missão dos Correios de torná-lo a expressão máxima da comunicação.
Nesse dia tão especial para os Filatelistas, os Correios desejam aos colecionadores do Brasil pleno êxito no desenvolvimento de suas atividades. Ao viver as emoções de cada motivo de selo postal, o Filatelista promove a divulgação da cultura, da paz e da integração entre os povos de todas as Nações.

O que é Filatelia?

Palavra derivada do grego, (Philos = amigos e Telos = selos) significando "amigo do selo". É o estudo dos selos postais, o hábito ou gosto de colecioná-los.

A Filatelia é:
- Pesquisa/estudo em torno das mais variadas particularidades que envolvem o selo postal desde sua temática até a imagem nele contida;
- forma de entretenimento e investimento;
- meio de união entre os povos;
- fonte permanente de conhecimentos sobre geografia, história, desportos, política, e aspectos variados do universo sociocultural dos países;
- divulgação das belezas e riquezas naturais de um país;
- constante desenvolvimento do senso crítico e artístico;
- excelente recursos para educação da criança e do jovem.

Filatelista:
Não é apenas quem coleciona selos postais, mas, também, um estudioso e organizador de suas variedades e da Filatelia em geral.

Produtos Filatélicos

São produtos desenvolvidos para fins comerciais, associados à atividade postal, e que despertam o interesse do colecionador.
Selo: Estampilha postal, adesiva ou fixa, com valor comercial destinada ao franqueamento de um serviço postal ou ao colecionismo. Classifica-se em:

Selo Ordinário

Utilizado basicamente no franqueamento de correspondência, de tiragem ilimitada e impressões sucessivas a partir de uma mesma matriz.
Seu prazo de circulação é indefinido.

Selo Comemorativo

Selo alusivo a comemorações de fatos, datas ou eventos de destaque, nos segmentos socioculturais, em âmbito nacional e internacional, com tiragem limitada.

Selo Especial

Selo temático não relacionado a comemorações de eventos específicos, voltado à demanda filatélica nacional/internacional, com tiragem limitada.

Selo Promocional

Selo destinado a estimular a divulgação de idéias, fatos ou campanhas promocionais específicas, em âmbito nacional, sem caráter comemorativo, idealizado pelos Correios ou em parceria com outras instituições.
Sua emissão ocorre mediante compartilhamento de custos e com o prazo de circulação definido pelo período da campanha a que estiver vinculado.


Produtos Filatélicos - Formas de apresentação do selo


Se-Tenant

Expressão francesa significando "o que não se separa". Filatelicamente é o conjunto de dois ou mais selos, picotados ou não, nos quais o desenho encontra continuidade de um para o outro. Eles não devem ser separados, em se tratando de tê-los para colecionamento. Conhecido em italiano como "Tenedosi", "Husammenhanged" (alemão) e "Unsevered" para os ingleses.

Quadra

Conjunto de quatro selos iguais unidos pelo picote, dispostos em duas linhas e duas colunas. Podem ser iguais ou diferentes e também com um fundo comum.

Sextilha

É um conjunto de seis selos diferentes, unidos pelos picotes.


Série de Selos

Conjunto de 2 ou mais selos, emitidos de uma só vez ou em etapas sucessivas, com motivos variados, sobre o mesmo tema. Podem ter valores faciais diferentes. Por motivos operacionais, tem-se adotado que as séries tenham seus selos com valor facial único.

Bloco Comemorativo

Conjunto de um ou mais selos de uma mesma emissão, impressos em pequena folha, que podem ser usados no todo ou em parte, no porteamento de correspondências.
Pode ser usado como peça inteira ou destacando-se os selos. Tem tiragem limitada e finalidade idêntica à do selo comemorativo.

Cartão-Postal Comemorativo

Peça ilustrada, própria para correspondência e destinada a promover a divulgação de eventos e datas significativas, de âmbito internacional, nacional ou regional. Pode ser pré-franqueado ou não.

Máximo-Postal

Peça filatélica composta de cartão-postal com imagem idêntica ou semelhante ao selo nele aplicado. Sobre o selo afixado deve ser aplicado o carimbo de 1º dia de circulação, o Comemorativo ou ainda o de Unidades postais que tenham referência com o selo. Quando o selo o carimbo e o cartão têm concordância de motivo e data, o Máximo é chamado de "Maximum Maximore".

Coleção Anual de Selos

Conjunto composto por todos os selos emitidos pela ECT anualmente, organizado em álbum com capa ilustrada com motivos alusivos às emissões do ano de referência, contendo breve texto sobre as mesmas.


Folhinhas Filatélicas

Cartões ou folhetos, com ou sem selos, sempre ilustrados com dizeres alusivos à emissão, ao evento comemorado ou à reprodução de selos postais. Não têm valor de franquia. São de uso exclusivamente filatélico. A ilustração é comemorativa, que pode ser ou não a reprodução de um selo ou o próprio selo obliterado com o carimbo comemorativo.

Envelope de 1º Dia de Circulação



Envelope que contém a menção "1º Dia de Circulação" alusivo a selos e/ou blocos comemorativos. Sobre ele é aposto o selo de emissão, que é obliterado com o carimbo de 1º Dia de Circulação. Apresenta no anverso, à esquerda, reprodução de um motivo/desenho alusivo ao tema do selo ou bloco. Conhecido internacionalmente como FDC - First Day Cover.

Sugira um selo para os Correios

Está disponível no site dos Correios, na internet, a página “SUA IDÉIA PODE VIRAR SELO!”, que acolhe as sugestões para as emissões de 2008. A data limite para o recebimento de idéias e sugestões é 1º de junho de 2007. O endereço, na internet, é: http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/vota_selo/default.cfm
As sugestões, também, poderão ser enviadas por carta, para:
Departamento de Produtos e Filatelia
Edifício Sede da ECT – 12º andar
70002-900 Brasília – DF

As emissões de selos são definidas pela Comissão Filatélica Nacional, a partir das propostas da população. Podem ser enviadas sugestões para emissões de selos sobre artes, cultura popular, datas comemorativas, arquitetura, esportes, fauna, flora, literatura brasileira, personalidades, preservação do meio ambiente, turismo ou outros temas que possam ter interesse para a Filatelia Brasileira e Internacional. Participem!

Promoção “Bote o bicho no selo”


Os Correios vão lançar este ano uma série especial de seis selos abordando animais de nossos Zoológicos. Trata-se de uma emissão que tem o objetivo de difundir a beleza dos animais e a importância dos Zoológicos em nosso país, destacando seu papel no contexto das comunidades.
Colabore com os Correios na escolha dos bichos que ilustrarão a série. De cada grupo representativo das regiões e da Sociedade dos Zoológicos do Brasil escolha um dos animais que estão relacionados. Para isso, está disponível na página dos Correios, na internet, um link para a promoção “Bote o Bicho no Selo”.
Você pode votar apenas em um animal de cada grupo. Para ver a foto dos animais e saber mais sobre eles, acesse:
www.correios.com.br/selos/selos_postais/pzb/

A origem do selo postal e da filatelia

Num pequeno vilarejo no interior da Irlanda, em meados do ano de 1836, um professor londrino aproveitava alguns dias de folga, depois de dedicar parte dos últimos anos a estudar novas fórmulas para incrementar e desenvolver os serviços dos correios em seu país. A Grã-Bretanha passava por profundas transformações, fruto do impacto da chamada Revolução Industrial, numa transição radical da economia agrária para a industrial, e estava às vésperas da ascensão da rainha Vitória, que reinaria de 1837 a 1901, período que marcou o auge da hegemonia econômica inglesa. Ao sair da modesta hospedaria para um passeio matinal, o professor presenciou uma cena que alteraria profundamente seu projeto sobre os Correios ingleses e o tornaria uma das mais ilustres figuras da história da Filatelia.
Era, na verdade, uma cena comum, que não despertaria a atenção da grande maioria dos transeuntes. Uma jovem, empregada da estalagem onde se hospedara o professor, estava à porta do estabelecimento, quando se aproximou o carteiro para deixar a correspondência. Era regra naquele tempo que as cartas dos Correios fossem pagas pelo destinatário, e não por quem as remetia.
Cumprindo a tarefa, o estafeta entregou a carta à jovem, e permaneceu aguardando o dinheiro para o pagamento dos serviços. O porte médio das cartas no Reino Unido no período era de 1 shilling, considerado alto para a maioria da população. Após manusear o exterior da carta alguns instantes, sem abri-la, a jovem simulou espanto e a devolveu imediatamente ao carteiro, alegando dificuldades financeiras. Diante da negação, o carteiro afastou-se, levando consigo a correspondência, mais uma entre tantas outras destinada à incineração. Após assistir silenciosamente ao ocorrido, o professor não se conteve e foi ao encontro da jovem para indagar sobre o motivo da recusa:
- Por que a senhorita não pagou pelo recebimento da carta? Por acaso era desconhecido o remetente?
- Não, pelo contrário! Era uma correspondência de meu noivo, que está estudando em Londres.
- Mas, então, qual a razão para recusá-la?
- Tenho códigos previamente combinados com ele, que são marcados em forma de sinais no exterior da carta. Basta manuseá-la para entender a mensagem, sem a necessidade de abri-la, economizando o dinheiro da taxa dos Correios!
O professor, natural de Kinderminster (03/12/1795), de nome Rowland Hill, meditou sobre o fato, identificando claramente alguns pontos de vulnerabilidade do sistema postal, como o alto custo dos serviços e a possibilidade de os Correios realizarem o transporte de cartas sem a garantia de recebimento das taxas devidas pelos usuários.
Resolveu sugerir ao governo de Sua majestade uma decisiva modificação no sistema postal inglês, contendo dois pontos principais: a cobrança antecipada do valor do porte e a regulamentação da taxa segundo o peso, e não mais segundo a distância e o número de páginas, o que tornava extremamente complexa a operação de cálculo do valor.
Rowland Hill reuniu suas idéias principais no trabalho intitulado Post Office Reform: Its Importance and Practicability (Reforma Postal: Sua Importância e Praticabilidade) e, em 17 de agosto de 1839, as sugestões foram aprovadas pelo Parlamento inglês, sob alegação de que serviam "ao progresso comercial e ao desenvolvimento das classes mais favorecidas". Devemos lembrar que os detalhes em torno da transformação radical do deficitário sistema de correios na Inglaterra já se haviam iniciado na década de 1820, e muitos estudos indicavam soluções alternativas. Essas modificações buscavam, essencialmente, dinamizar os serviços de transporte de correspondência, atendendo à crescente demanda de uma sociedade em plena expansão comercial e capitalista, integrando as mais distantes regiões com eficiência e custo reduzido.


Sir. ROWLAND HILL
1795 - 1879

Para comprovar o pagamento antecipado da taxa, ponto considerado fundamental na proposta, Rowland Hill, sugeriu a utilização de "um pedaço de papel de tamanho suficiente para receber uma estampa, coberto na parte traseira com goma, que o portador poderia, aplicando um pouco de umidade, prender à parte posterior da carta". Nascia, assim, o primeiro selo postal, que passaria logo a estimular a curiosidade dos usuários dos correios em todo o mundo, fazendo de seu colecionismo - atividade conhecida por Filatelia - um dos passatempos mais difundidos.
Vale ressaltar que o pagamento antecipado da taxa postal não era uma novidade, e são conhecidas experiências nesse sentido desde o século XVII. A legislação postal brasileira, por exemplo, oferecia ao mandatário da carta a opção pelo pagamento antecipado do valor da taxa quando fosse seu desejo isentar o destinatário da despesa, de acordo com o estabelecido no artigo 61 do Decreto de 5 de março de 1829. Nesse caso, as cartas eram assinaladas pela palavra "franca" escrita manualmente na face principal. No entanto, a alteração definitiva do sistema, com a obrigatoriedade do pagamento antecipado, foi de grande contribuição da reforma inglesa.
Em setembro de 1939, Rowland Hill foi nomeado membro do Tesouro e ficou encarregado da implantação da reforma postal. No mesmo ano foi aberto um concurso público para escolha do desenho do selo, sendo que o vencedor foi Benjamin Cheverton, que apresentou a efígie da rainha Vitória aos 15 anos de idade, à época de sua coroação.
Foram lançados, simultaneamente, selos em dois valores distintos: o primeiro, de 1 penny, que ficou conhecido como Penny Black, devido ao valor e cor predominante. O segundo foi chamado de Twu Pence Blue, devido também ao valor e respectiva cor. Entraram em circulação no dia 06 de maio de 1840, data, portanto, que inaugurou a era filatélica. Para manter a tradição iniciada com o primeiro selo, as emissões postais inglesas apresentam o perfil do soberano até os dias atuais.


“ONE PENNY BLACK”
O primeiro selo do mundo, emitido pela Grã-Bretanha em 1840.


Muitos pesquisadores garantem que a cena no interior na Irlanda não aconteceu de fato, sendo obra ficcional de algum narrador dos primórdios da história da Filatelia. São encontradas mesmo várias versões para o episódio, todas tendo como ponto comum a tentativa deliberada de fraudar os Correios por parte do usuário, o que indicaria a fragilidade do sistema postal no período. O episódio da camareira irlandesa pode não ser verossímil, mas satisfaz a curiosidade humana sobre a origem das grandes criações.
Entretanto, Rowland Hill não é resultado de imaginação de folhetim, e sua reforma postal foi obra inovadora, transformando em poucos anos o sistema de funcionamento dos Correios em praticamente todas as nações. Apesar das evidências sustentadas da participação de Hill na idealização do primeiro selo postal, existe ainda muita controvérsia. Alguns autores afirmam que a idéia do uso do selo como comprovante de pagamento antecipado da taxa postal teve origem nos Cavalinhos da Sardenha, que eram folhas seladas vendidas na Sardenha em 1818, com o valor do porte pago impresso, onde aparecia a imagem estilizada de um cavalo. No entanto, a evidência de que a idéia de Rowland Hill não era original está baseada num fato ocorrido em fevereiro de 1838, quando um livreiro escocês chamado James Chalmers, habitante de Dundee, teria enviado a Hill uma carta contendo a sugestão para o pagamento antecipado das cartas dos Correios, onde apresentava, inclusive, o desenho, que seria mais tarde aproveitado sem o devido critério.
Com a racionalidade do novo sistema, o preço das cartas foi bastante reduzido e mais pessoas tiveram acesso aos serviços dos Correios, aumentando, conseqüentemente, os lucros obtidos pela administração postal inglesa. Essa foi a senha para que o mesmo princípio fosse adotado em dezenas de países ainda nos primeiros dez anos após o lançamento do primeiro selo. A Rowland Hill coube não apenas o reconhecimento de milhões de adeptos da Filatelia em todo o mundo apesar das contestações sobre a originalidade da idéia, mas também uma vultosa recompensa financeira oferecida pelo governo inglês. Penny Black e Twu Pence Blue, por sua vez, lançaram sólidas bases para os selos postais que seriam criados depois. Rowland Hill faleceu em Hampstead em 27 de agosto de 1879, aos 84 anos de idade.

Prêmio Correios Jovem Colecionador

Foi realizado no dia 03 de março, na Agência Filatélica de São José do Rio Preto, a entrega do “Prêmio Correios Jovem Colecionador” referente a 2006. Este prêmio consistiu na realização de um concurso destinado aos alunos e às escolas do Ensino Fundamental, e foi desenvolvido em 3 fases: Local, Estadual e Nacional.


Da esquerda para a direita: Patrick Neves Squizato, Cláudia dos Santos Duque e Lucas Cotrim

Foram premiados com Certificado e uma Coleção Anual de Selos, aos alunos: Patrick Neves Squizato, do Centro Educacional SESI – 410 (1º lugar Fase Estadual e 3º lugar Fase Nacional), que concorreu com a coleção “Grandes Personalidades na Filatelia Brasileira”; Cláudia dos Santos Duque, da E. M. “Deputado Professor Arlindo dos Santos” (2º lugar Fase Estadual), com a coleção “Espécies Nativas Regionais” e Lucas Cotrim, do Colégio Santo Antônio (3º lugar Fase Estadual), com a coleção “O Esporte e a Educação através dos selos”. Da coluna, parabéns aos premidos!!!

***Reuniões: A Sociedade Filatélica e Numismática de São José do Rio Preto reúne-se aos sábados, das 10h00min às 12h00min horas, Rua Prudente de Moraes, 3057 – Centro (Agência Central dos Correios). Venham participar de nossa reunião para trocar, comprar e vender selos ou peças filatélicas. Venham fazer novos amigos desse mundo fascinante do colecionismo de selos postais. A entrada é franca. Venham participar! - Informações pelo telefone (17) 3233-2800, ramal 220 ou pelo e-mail: carlosfavarao@correios.com.br.