Carlos Roberto Favarão (Abrajof
305)
carlosfavarao@correios.com.br
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Selos homenageiam Heróis
Nacionais
O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!
Os selos postais, inicialmente criados com a simples finalidade de postagem
de correspondência, divulgam e assinalam, hoje, informações
importantes sobre o nosso país, ao mesmo tempo em que prestam homenagem
a heróis brasileiros e personalidades nacionais.
Com este compromisso, os Correios emitiram no dia 21 de abril em Brasília
(DF), uma folha com 20 selos, homenageando dez heróis nacionais,
que possuíram e defenderam ideais de liberdade e de democracia.

A escolha dos heróis focalizados nesta emissão
foi inspirada no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, do Panteão
da Pátria Tancredo Neves, um espaço de preservação
da memória histórica brasileira, que homenageia efemérides
fundamentais no processo de construção e consolidação
do Brasil como nação independente. O Panteão da Pátria
Tancredo Neves está sob a coordenação da Secretaria
de Estado de Cultura do Distrito Federal.
O 21 de abril foi escolhido para o lançamento porque a data tem
significado especial: nesse dia, em 1992, Joaquim José da Silva
Xavier – o Tiradentes, foi o primeiro herói a ter o nome
inserido no Livro de Aço dos Heróis da Pátria, por
ocasião do bicentenário de sua execução. O
mártir da inconfidência mineira também é o
Patrono Cívico da Nação Brasileira.
Os outros heróis destacados nos selos são D. Pedro I, Alberto
Santos Dumont, Marechal Deodoro da Fonseca, Duque de Caxias, Plácido
de Castro, Almirante Tamandaré, Almirante Barroso, José
Bonifácio de Andrada e Silva e Zumbi dos Palmares.
Com uma tiragem de 100.000 folhas, o valor facial de cada selo, de autoria
de Fernando Lopes, corresponde ao 1º Porte Carta Comercial, atualmente
R$ 0,90.
JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER – O TIRADENTES –
(1746-1792)
Foi o primeiro herói a ter o nome inserido no Livro de Aço
dos Heróis Nacionais, com inscrição em 21 de abril
de 1992, por ocasião do bicentenário de sua execução.
Nasceu na Fazenda do Pombal, entre São José (hoje Tiradentes)
e São João Del-Rei, Minas Gerais. Tiradentes foi mascate,
pesquisou minerais, foi dentista prático. Sobre sua vida militar,
sabe-se que pertenceu ao Regimento de Dragões de Minas Gerais.
Ficou no posto de alferes, comandando uma patrulha de ronda do mato, prendendo
ladrões e assassinos. Em 1789, participou de um movimento contra
os pesados impostos cobrados pela coroa portuguesa, preparado por militares,
escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes. Em março
desse mesmo ano, Joaquim Silvério dos Reis que devia elevada soma
à Fazenda Real e pensava, com a traição, furtar-se
ao pagamento, delatou a trama ao governador de Minas Gerais, Visconde
de Barbacena.
Os inconfidentes foram condenados à morte, porém, numa nova
decisão, baseada em carta de clemência, essas condenações,
exceto a de Tiradentes, foram comutadas em desterro perpétuo na
África.
Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
D. PEDRO I – (1798-1834)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais,
com inscrição feita em 5 de setembro de 1999.
D. Pedro nasceu em Lisboa, filho de D. João e D. Carlota Joaquina,
chegando ao Rio de Janeiro em 1808 com a Família Real. Com o retorno
dela para Portugal, em 1821, tornou-se príncipe regente do Reino
do Brasil. Em janeiro de 1822, D. Pedro anunciou sua decisão de
permanecer no país, e em 7 de setembro proclamou a independência
do Brasil. No mesmo ano foi aclamado Imperador e coroado com o título
de D. Pedro I.
JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA – (1763-
1838)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais,
em 21 de abril de 2007, dentre as comemorações do quadragésimo
sétimo aniversário de Brasília. Cognominado o Patriarca
da Independência, nasceu no dia 13 de junho de 1763, na cidade de
Santos, estado de São Paulo.
Em Coimbra, Portugal, formou-se em Ciências Naturais e Direito,
e graças aos seus grandes conhecimentos foi convidado a entrar
para a Academia de Ciências de Lisboa.
Durante dez anos viajou pela Europa, aprofundando os seus conhecimentos,
retornando a Portugal em 1800, quando recebeu as honras de desembargador
e o título de doutor em Filosofia, sendo nomeado professor de Geognosia
e Metalurgia em Coimbra.
Em 1819, retornou ao Brasil, iniciando uma fecunda carreira de homem público.
Sua grande capacidade e seus dotes políticos tornaram-no, junto
a D. Pedro I, o principal articulador da nossa Independência. O
grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, foi, na verdade, o arremate
do processo de emancipação, do qual José Bonifácio
foi o grande arquiteto.
Era considerado o mais culto brasileiro do seu tempo.
Em 1831, D. Pedro I, ao abdicar da Coroa, indicou-o para tutor de seu
filho, o herdeiro do trono e, também, de suas irmãs.
Nos últimos dias de sua vida mudou-se para a cidade de Niterói,
onde veio a falecer, em 6 de abril de 1838.
DUQUE DE CAXIAS – (1803-1880)
O Marechal Luís Alves de Lima e Silva teve o seu nome inserido
no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 28 de janeiro de
2003.
Luís Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, no Rio
de Janeiro. Em 1821, já era tenente a serviço do Batalhão
do Imperador. Participou dos movimentos para a independência, pacificando
várias províncias rebeldes.
Nomeado Comandante-em-Chefe das forças do Império em operações
contra o Paraguai, concluiu sua jornada com a tomada de Assunção
em 1869. Em 1870, é elevado a Duque, sendo o único com esse
título no país. Morreu em 7 de maio de 1880, na Fazenda
Santa Mônica, em Vassouras, estado do Rio de Janeiro. Em 1962 foi
instituído “Patrono do Exército Brasileiro”.
PLÁCIDO DE CASTRO – (1873-1908)
José Plácido de Castro teve o seu nome inserido no Livro
de Aço dos Heróis Nacionais em 17 de novembro de 2004.
Militar, nasceu em 1873, no Rio Grande do Sul, na cidade de São
Gabriel. Em 1899 foi para o Acre e, como o governo brasileiro reconheceu
a soberania da Bolívia sobre a região, liderou os brasileiros
instalados no território para expulsar os bolivianos. Derrotados
estes, em 1903 proclamou-se a autonomia do Acre, obrigando as forças
bolivianas à capitulação. Castro assumiu a chefia
do governo provisório. Faleceu em 9 de agosto de 1908.
ALMIRANTE TAMANDARÉ – (1807-1897)
Joaquim Marques Lisboa teve o seu nome inserido no Livro de Aço
dos Heróis Nacionais em 13 de dezembro de 2004.
Nasceu no Rio Grande do Sul, na cidade de Rio Grande, tomou parte na campanha
da independência, participando em vários momentos da repressão
aos reacionários. Participou da Confederação do Equador,
da Campanha Cisplatina e na Guerra do Paraguai foi combatente determinado.
Tamandaré entrou para a Marinha com 15 anos, exerceu elevados cargos,
fazendo com que sua bravura nas batalhas que participou assinalasse grandes
momentos na História da Pátria. É Patrono da Marinha
Brasileira e na data de seu nascimento, 13 de dezembro, comemora-se o
Dia do Marinheiro.
ALMIRANTE BARROSO – (1804-1882)
Francisco Manoel Barroso da Silva teve o seu nome inserido no Livro de
Aço dos Heróis Nacionais em 11 de junho de 2005.
Nascido em Lisboa, Portugal, veio para o Brasil em 1808 junto com a Comitiva
da Família Real portuguesa.
Em 1821 ingressou na Academia de Marinha no Rio de Janeiro. Participou
de combates na Guerra da Cisplatina, em operações contra
a Cabanagem, na Província do Pará, e comandou a Força
Naval Brasileira na Batalha Naval do Riachuelo.
Ocupou diversos cargos de relevância na Marinha brasileira, sendo
reformado em 1873, no posto de Almirante.
ZUMBI DOS PALMARES – (1655-1695)
Recebeu sua inscrição como herói nacional, no Livro
de Aço dos Heróis Nacionais, em 21 de março de 1997.
Batizado com o nome de Francisco, Zumbi foi entregue ao Padre Antônio
Melo com quem viveu até os 15 anos de idade, quando fugiu para
Palmares, quilombo entre os estados de Pernambuco e Alagoas, onde se reuniam
os escravos fugidos. Lá, ele se fez líder graças
à sua coragem, capacidade de organização e comando.
Morreu no ataque inimigo de 20 de novembro de 1695. Zumbi tornou-se símbolo
da luta dos negros por dignidade e igualdade.
MARECHAL DEODORO DA FONSECA – (1827-1892)
Seu nome foi inserido no Livro de Aço dos Heróis Nacionais
em 15 de novembro de 1997. Deodoro da Fonseca ingressou no Exército
aos 18 anos, na Arma de Artilharia.
Combateu na Rebelião Praieira, lutou na Guerra do Paraguai, liderou
a facção do Exército favorável à abolição
da escravatura e foi nomeado Comandante das Armas da Província
de Mato Grosso. Em 1889, abandonou o comando e retornou ao Rio de Janeiro.
Em 15 de novembro daquele ano, em um movimento político-militar
que acabou com a Monarquia, o marechal alagoano Deodoro da Fonseca proclamou
a República.
ALBERTO SANTOS-DUMONT – (1873-1932)
Alberto Santos-Dumont teve o seu nome inserido no Livro de Aço
dos Heróis Nacionais em 26 de julho de 2006, em comemoração
ao ano do Centenário do Vôo do 14-Bis, realizado em 23 de
outubro de 1906.
Santos-Dumont nasceu em Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873, na fazenda
Cabangu, paróquia de Palmira. A sua cidade natal hoje tem o seu
nome, Santos-Dumont.
Feito patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira,
Santos-Dumont passou a figurar permanentemente no quadro de oficiais-aviadores
da Aeronáutica militar brasileira, com o posto de Tenente-Brigadeiro,
pela Lei 165, de 05 de dezembro de 1947. A Lei 3.636, de 22 de setembro
de 1959, atribuiu-lhe o posto honorífico de Marechal-do-Ar. Faleceu
em 23 de julho de 1932, no Guarujá, estado de São Paulo.
Selo
Vencedores do Prêmio Correios Jovem Colecionador
– 2007
Lucas Cotrim, de São José do Rio Preto (SP), Dediel da
Costa Silva e Caroline Santos Matos, ambos de Porto Velho (RO), foram
os vencedores da fase nacional do Prêmio Correios Jovem Colecionador
- 2007, promovido pelos Correios. A seleção foi realizada
por um Júri composto por seis personalidades ligadas à Filatelia,
liderado pelo Presidente da Federação Brasileira de Filatelia
(Febraf), Marcelo Gládio da Costa Studart, na quarta-feira (5)
Dia do Filatelista Brasileiro, no Edifício-Sede dos Correios em
Brasília.
Promovido anualmente, o prêmio faz parte das ações
do Projeto Correios nas Escolas e incentiva a utilização
do selo postal como recurso didático no ensino fundamental, despertando
o interesse dos alunos em colecionar selos e conhecer a filatelia, utilizando-a
para pesquisas e trabalhos escolares. Este ano, houve participação
de alunos de Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rio Grande do
Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e São Paulo.
A coleção “O Doce Sabor da Fruta”, de Dediel
da Costa Silva, 7 anos, aluno da 1ª série da Escola Marcelo
Candia, foi a vencedora na categoria I (de 6 a 8 anos). Na categoria II
(de 9 a 11 anos), a selecionada foi a coleção “Arquitetura
Brasileira na Filatelia”, de Caroline Santos Matos, 11 anos, aluna
da 4ª série do Instituto Laura Vicunha. A vencedora da categoria
III (de 12 a 14 anos) foi a coleção “Terra, Planeta
Água”, de Lucas Cotrim, 13 anos, aluno da 8ª série
do Colégio Liceu.
Cada um deles receberá um computador. A entrega será feita
no dia 20 de março, aniversário da Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (ECT). Os demais participantes da fase nacional
receberão um diploma de participação e um conjunto
de produtos filatélicos.

Clube Filatélico Mirim de São José
do Rio Preto
Lucas Cotrim participa do Clube Filatélico Mirim de São
José do Rio Preto, que realiza encontros aos sábados a cada
21 (vinte e um) dias, ou seja, três semanas, das 09h30 às
11h30, na Agência Central dos Correios. Desde 2006, o clube tem
reunido por volta de 30 crianças aos sábados na Agência
de Correios de São José do Rio Preto.
A participação é gratuita. Basta ter entre 6 e 15
anos, ser matriculada na rede de ensino e comparecer ao primeiro encontro
acompanhado de um responsável para preenchimento da ficha de inscrição.
Na primeira reunião, o participante recebe um álbum “Classificador”
com cerca de 30 selos.
No decorrer dos encontros, tem a oportunidade de trocar seus selos com
outros colecionadores, além de conhecer mais sobre exposições
filatélicas, lançamentos de selos e carimbos, montar álbuns
e aprender como descolar corretamente os selos carimbados de um envelope.
As reuniões contribuem para estimular a criatividade na realização
de trabalhos escolares e despertar nas crianças o hábito
da escrita e da organização, abordando temas como artes,
ciência, comunicação, esportes, literatura, entre
outros.
Informações sobre o Clube Filatélico Mirim e o Prêmio
Correios Jovem Colecionador, através do telefone (0**17) 3233-2800
ou pelo e-mail: carlosfavarao@correios.com.br
5 de março - Dia do Filatelista Brasileiro
Os Correios comemoram na quarta-feira (5) o Dia do Filatelista Brasileiro,
com a seleção dos vencedores do Prêmio Correios Jovem
Colecionador, edição 2007, no Edifício Sede da empresa
em Brasília.
A seleção será feita por um grupo de renomados filatelistas,
que vão escolher os vencedores das três categorias do prêmio
— 6 a 8 anos, 9 a 11 anos e 12 a 14 anos. Os primeiros colocados
de cada categoria recebem um computador.
Os Correios vêm promovendo a revitalização da filatelia
no Brasil, por meio de projetos que divulgam o hobby. Um deles é
o Projeto Correios nas Escolas, que visa estimular alunos e educadores
a utilizar os selos postais como instrumento de cultura, pesquisa, entretenimento
e integração social. Entre outras ações, o
projeto já promoveu ampla distribuição de material
promocional para professores, autorizou a impressão de selos em
livros didáticos recomendados pelo MEC e incentivou a criação
de clubes filatélicos na rede escolar, fomentando essa atividade
por meio da organização de mostras e exposições
nas escolas.
No contexto dessa popularização, os Correios instituíram
em 2001 o Troféu Olho-de-Boi, concedido ao artista criador do selo
mais bonito do ano. Em 2003 foi lançado o Prêmio Correios
Jovem Colecionador, destinado a destacar a melhor coleção
filatélica montada por alunos do ensino fundamental em todo o País,
estimulando-os a colecionar selos e utilizá-los como elemento de
pesquisa nos trabalhos escolares.
História:
Em 5 de março de 1829, D. Pedro I baixou o “Decreto de 1829”,
que organizou os Correios do Brasil, definindo tarifas e outras questões
de importância para o desenvolvimento dos serviços postais.
A decisão de tornar a data o Dia do Filatelista ocorreu em 1969,
em São Paulo, durante um congresso organizado pela Comissão
Estadual de Filatelia.
A escolha da data justifica-se pelo fato das medidas de D. Pedro I culminarem
com a independência e a organização dos Correios do
Brasil. Isso possibilitou que, em 1º de agosto de 1843, 14 anos depois,
fosse emitido o primeiro selo postal brasileiro.
Segundo país do mundo e primeiro das Américas a adotar o
selo postal como comprovante de franqueamento, o Brasil deve seu pioneirismo
ao Imperador D. Pedro II. Sensível às idéias inovadoras,
D. Pedro II vislumbrou em um pequeno pedaço de papel — o
selo Penny Black, primeiro selo emitido no mundo, em 1º de maio de
1840, na Inglaterra — uma conquista que marcaria definitivamente
o destino dos Correios.
Colecionar selos é um passatempo que mobiliza milhares de pessoas
no Brasil. O trabalho do filatelista não se resume a recolher selos
e guardá-los. Trata-se também de organizá-los, separando-os
de acordo com país, época, tema, variedade ou algum outro
critério. Além de colecionar selos, o filatelista se ocupa
também dos carimbos, franquias mecânicas, folhas comemorativas
e blocos.
Os selos perpetuam a história e propagam o que de mais valioso
um País acumula ao longo de sua trajetória. Em cada tema
abordado, uma descoberta, e a certeza do imenso potencial do selo e da
missão dos Correios de torná-lo a expressão
máxima da comunicação.
Nesse dia tão especial para os Filatelistas, os Correios desejam
aos colecionadores do Brasil pleno êxito no desenvolvimento de suas
atividades. Ao viver as emoções de cada motivo de selo postal,
o Filatelista promove a divulgação da cultura, da paz e
da integração entre os povos de todas as Nações.
O que é Filatelia?
Palavra derivada do grego, (Philos = amigos e Telos = selos) significando
"amigo do selo". É o estudo dos selos postais, o hábito
ou gosto de colecioná-los.
A Filatelia é:
- Pesquisa/estudo em torno das mais variadas particularidades que envolvem
o selo postal desde sua temática até a imagem nele contida;
- forma de entretenimento e investimento;
- meio de união entre os povos;
- fonte permanente de conhecimentos sobre geografia, história, desportos,
política, e aspectos variados do universo sociocultural dos países;
- divulgação das belezas e riquezas naturais de um país;
- constante desenvolvimento do senso crítico e artístico;
- excelente recursos para educação da criança e do
jovem.
Filatelista:
Não é apenas quem coleciona selos postais, mas, também,
um estudioso e organizador de suas variedades e da Filatelia em geral.
Produtos Filatélicos
São produtos desenvolvidos para fins comerciais, associados à
atividade postal, e que despertam o interesse do colecionador.
Selo: Estampilha postal, adesiva ou fixa, com valor comercial destinada
ao franqueamento de um serviço postal ou ao colecionismo. Classifica-se
em:
Selo Ordinário

Utilizado basicamente no franqueamento de correspondência,
de tiragem ilimitada e impressões sucessivas a partir de uma mesma
matriz.
Seu prazo de circulação é indefinido.
Selo Comemorativo
Selo alusivo a comemorações de fatos, datas
ou eventos de destaque, nos segmentos socioculturais, em âmbito
nacional e internacional, com tiragem limitada.
Selo Especial
Selo temático não relacionado a comemorações
de eventos específicos, voltado à demanda filatélica
nacional/internacional, com tiragem limitada.
Selo Promocional
Selo destinado a estimular a divulgação de
idéias, fatos ou campanhas promocionais específicas, em
âmbito nacional, sem caráter comemorativo, idealizado pelos
Correios ou em parceria com outras instituições.
Sua emissão ocorre mediante compartilhamento de custos e com o
prazo de circulação definido pelo período da campanha
a que estiver vinculado.
Produtos Filatélicos - Formas de apresentação
do selo
Se-Tenant

Expressão francesa significando "o que não
se separa". Filatelicamente é o conjunto de dois ou mais selos,
picotados ou não, nos quais o desenho encontra continuidade de
um para o outro. Eles não devem ser separados, em se tratando de
tê-los para colecionamento. Conhecido em italiano como "Tenedosi",
"Husammenhanged" (alemão) e "Unsevered" para
os ingleses.
Quadra

Conjunto de quatro selos iguais unidos pelo picote, dispostos
em duas linhas e duas colunas. Podem ser iguais ou diferentes e também
com um fundo comum.
Sextilha
É um conjunto de seis selos diferentes, unidos pelos
picotes.
Série de Selos
Conjunto de 2 ou mais selos, emitidos de uma só vez
ou em etapas sucessivas, com motivos variados, sobre o mesmo tema. Podem
ter valores faciais diferentes. Por motivos operacionais, tem-se adotado
que as séries tenham seus selos com valor facial único.
Bloco Comemorativo
Conjunto de um ou mais selos de uma mesma emissão,
impressos em pequena folha, que podem ser usados no todo ou em parte,
no porteamento de correspondências.
Pode ser usado como peça inteira ou destacando-se os selos. Tem
tiragem limitada e finalidade idêntica à do selo comemorativo.
Cartão-Postal Comemorativo
Peça ilustrada, própria para correspondência
e destinada a promover a divulgação de eventos e datas significativas,
de âmbito internacional, nacional ou regional. Pode ser pré-franqueado
ou não.
Máximo-Postal
Peça filatélica composta de cartão-postal
com imagem idêntica ou semelhante ao selo nele aplicado. Sobre o
selo afixado deve ser aplicado o carimbo de 1º dia de circulação,
o Comemorativo ou ainda o de Unidades postais que tenham referência
com o selo. Quando o selo o carimbo e o cartão têm concordância
de motivo e data, o Máximo é chamado de "Maximum Maximore".
Coleção Anual de Selos
Conjunto composto por todos os selos emitidos pela ECT anualmente,
organizado em álbum com capa ilustrada com motivos alusivos às
emissões do ano de referência, contendo breve texto sobre
as mesmas.
Folhinhas Filatélicas

Cartões ou folhetos, com ou sem selos, sempre ilustrados
com dizeres alusivos à emissão, ao evento comemorado ou
à reprodução de selos postais. Não têm
valor de franquia. São de uso exclusivamente filatélico.
A ilustração é comemorativa, que pode ser ou não
a reprodução de um selo ou o próprio selo obliterado
com o carimbo comemorativo.
Envelope de 1º Dia de Circulação
Envelope que contém a menção "1º Dia de
Circulação" alusivo a selos e/ou blocos comemorativos.
Sobre ele é aposto o selo de emissão, que é obliterado
com o carimbo de 1º Dia de Circulação. Apresenta no
anverso, à esquerda, reprodução de um motivo/desenho
alusivo ao tema do selo ou bloco. Conhecido internacionalmente como FDC
- First Day Cover.
Sugira um selo para os Correios
Está disponível no site dos Correios, na internet, a página
“SUA IDÉIA PODE VIRAR SELO!”, que acolhe as sugestões
para as emissões de 2008. A data limite para o recebimento de idéias
e sugestões é 1º de junho de 2007. O endereço,
na internet, é: http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/vota_selo/default.cfm
As sugestões, também, poderão ser enviadas por carta,
para:
Departamento de Produtos e Filatelia
Edifício Sede da ECT – 12º andar
70002-900 Brasília – DF
As emissões de selos são definidas pela Comissão
Filatélica Nacional, a partir das propostas da população.
Podem ser enviadas sugestões para emissões de selos sobre
artes, cultura popular, datas comemorativas, arquitetura, esportes, fauna,
flora, literatura brasileira, personalidades, preservação
do meio ambiente, turismo ou outros temas que possam ter interesse para
a Filatelia Brasileira e Internacional. Participem!
Promoção “Bote
o bicho no selo”
Os Correios vão lançar este ano uma série especial
de seis selos abordando animais de nossos Zoológicos. Trata-se
de uma emissão que tem o objetivo de difundir a beleza dos animais
e a importância dos Zoológicos em nosso país, destacando
seu papel no contexto das comunidades.
Colabore com os Correios na escolha dos bichos que ilustrarão a
série. De cada grupo representativo das regiões e da Sociedade
dos Zoológicos do Brasil escolha um dos animais que estão
relacionados. Para isso, está disponível na página
dos Correios, na internet, um link para a promoção “Bote
o Bicho no Selo”.
Você pode votar apenas em um animal de cada grupo. Para ver a foto
dos animais e saber mais sobre eles, acesse:
www.correios.com.br/selos/selos_postais/pzb/
A origem do selo postal e da filatelia
Num pequeno vilarejo no interior da Irlanda, em meados do ano de 1836,
um professor londrino aproveitava alguns dias de folga, depois de dedicar
parte dos últimos anos a estudar novas fórmulas para incrementar
e desenvolver os serviços dos correios em seu país. A Grã-Bretanha
passava por profundas transformações, fruto do impacto da
chamada Revolução Industrial, numa transição
radical da economia agrária para a industrial, e estava às
vésperas da ascensão da rainha Vitória, que reinaria
de 1837 a 1901, período que marcou o auge da hegemonia econômica
inglesa. Ao sair da modesta hospedaria para um passeio matinal, o professor
presenciou uma cena que alteraria profundamente seu projeto sobre os Correios
ingleses e o tornaria uma das mais ilustres figuras da história
da Filatelia.
Era, na verdade, uma cena comum, que não despertaria a atenção
da grande maioria dos transeuntes. Uma jovem, empregada da estalagem onde
se hospedara o professor, estava à porta do estabelecimento, quando
se aproximou o carteiro para deixar a correspondência. Era regra
naquele tempo que as cartas dos Correios fossem pagas pelo destinatário,
e não por quem as remetia.
Cumprindo a tarefa, o estafeta entregou a carta à jovem, e permaneceu
aguardando o dinheiro para o pagamento dos serviços. O porte médio
das cartas no Reino Unido no período era de 1 shilling, considerado
alto para a maioria da população. Após manusear o
exterior da carta alguns instantes, sem abri-la, a jovem simulou espanto
e a devolveu imediatamente ao carteiro, alegando dificuldades financeiras.
Diante da negação, o carteiro afastou-se, levando consigo
a correspondência, mais uma entre tantas outras destinada à
incineração. Após assistir silenciosamente ao ocorrido,
o professor não se conteve e foi ao encontro da jovem para indagar
sobre o motivo da recusa:
- Por que a senhorita não pagou pelo recebimento da carta? Por
acaso era desconhecido o remetente?
- Não, pelo contrário! Era uma correspondência de
meu noivo, que está estudando em Londres.
- Mas, então, qual a razão para recusá-la?
- Tenho códigos previamente combinados com ele, que são
marcados em forma de sinais no exterior da carta. Basta manuseá-la
para entender a mensagem, sem a necessidade de abri-la, economizando o
dinheiro da taxa dos Correios!
O professor, natural de Kinderminster (03/12/1795), de nome Rowland Hill,
meditou sobre o fato, identificando claramente alguns pontos de vulnerabilidade
do sistema postal, como o alto custo dos serviços e a possibilidade
de os Correios realizarem o transporte de cartas sem a garantia de recebimento
das taxas devidas pelos usuários.
Resolveu sugerir ao governo de Sua majestade uma decisiva modificação
no sistema postal inglês, contendo dois pontos principais: a cobrança
antecipada do valor do porte e a regulamentação da taxa
segundo o peso, e não mais segundo a distância e o número
de páginas, o que tornava extremamente complexa a operação
de cálculo do valor.
Rowland Hill reuniu suas idéias principais no trabalho intitulado
Post Office Reform: Its Importance and Practicability (Reforma Postal:
Sua Importância e Praticabilidade) e, em 17 de agosto de 1839, as
sugestões foram aprovadas pelo Parlamento inglês, sob alegação
de que serviam "ao progresso comercial e ao desenvolvimento das classes
mais favorecidas". Devemos lembrar que os detalhes em torno da transformação
radical do deficitário sistema de correios na Inglaterra já
se haviam iniciado na década de 1820, e muitos estudos indicavam
soluções alternativas. Essas modificações
buscavam, essencialmente, dinamizar os serviços de transporte de
correspondência, atendendo à crescente demanda de uma sociedade
em plena expansão comercial e capitalista, integrando as mais distantes
regiões com eficiência e custo reduzido.

Sir. ROWLAND HILL
1795 - 1879
Para comprovar o pagamento antecipado da taxa, ponto considerado
fundamental na proposta, Rowland Hill, sugeriu a utilização
de "um pedaço de papel de tamanho suficiente para receber
uma estampa, coberto na parte traseira com goma, que o portador poderia,
aplicando um pouco de umidade, prender à parte posterior da carta".
Nascia, assim, o primeiro selo postal, que passaria logo a estimular a
curiosidade dos usuários dos correios em todo o mundo, fazendo
de seu colecionismo - atividade conhecida por Filatelia - um dos passatempos
mais difundidos.
Vale ressaltar que o pagamento antecipado da taxa postal não era
uma novidade, e são conhecidas experiências nesse sentido
desde o século XVII. A legislação postal brasileira,
por exemplo, oferecia ao mandatário da carta a opção
pelo pagamento antecipado do valor da taxa quando fosse seu desejo isentar
o destinatário da despesa, de acordo com o estabelecido no artigo
61 do Decreto de 5 de março de 1829. Nesse caso, as cartas eram
assinaladas pela palavra "franca" escrita manualmente na face
principal. No entanto, a alteração definitiva do sistema,
com a obrigatoriedade do pagamento antecipado, foi de grande contribuição
da reforma inglesa.
Em setembro de 1939, Rowland Hill foi nomeado membro do Tesouro e ficou
encarregado da implantação da reforma postal. No mesmo ano
foi aberto um concurso público para escolha do desenho do selo,
sendo que o vencedor foi Benjamin Cheverton, que apresentou a efígie
da rainha Vitória aos 15 anos de idade, à época de
sua coroação.
Foram lançados, simultaneamente, selos em dois valores distintos:
o primeiro, de 1 penny, que ficou conhecido como Penny Black, devido ao
valor e cor predominante. O segundo foi chamado de Twu Pence Blue, devido
também ao valor e respectiva cor. Entraram em circulação
no dia 06 de maio de 1840, data, portanto, que inaugurou a era filatélica.
Para manter a tradição iniciada com o primeiro selo, as
emissões postais inglesas apresentam o perfil do soberano até
os dias atuais.

“ONE PENNY BLACK”
O primeiro selo do mundo, emitido pela Grã-Bretanha em 1840.
Muitos pesquisadores garantem que a cena no interior na Irlanda não
aconteceu de fato, sendo obra ficcional de algum narrador dos primórdios
da história da Filatelia. São encontradas mesmo várias
versões para o episódio, todas tendo como ponto comum a
tentativa deliberada de fraudar os Correios por parte do usuário,
o que indicaria a fragilidade do sistema postal no período. O episódio
da camareira irlandesa pode não ser verossímil, mas satisfaz
a curiosidade humana sobre a origem das grandes criações.
Entretanto, Rowland Hill não é resultado de imaginação
de folhetim, e sua reforma postal foi obra inovadora, transformando em
poucos anos o sistema de funcionamento dos Correios em praticamente todas
as nações. Apesar das evidências sustentadas da participação
de Hill na idealização do primeiro selo postal, existe ainda
muita controvérsia. Alguns autores afirmam que a idéia do
uso do selo como comprovante de pagamento antecipado da taxa postal teve
origem nos Cavalinhos da Sardenha, que eram folhas seladas vendidas na
Sardenha em 1818, com o valor do porte pago impresso, onde aparecia a
imagem estilizada de um cavalo. No entanto, a evidência de que a
idéia de Rowland Hill não era original está baseada
num fato ocorrido em fevereiro de 1838, quando um livreiro escocês
chamado James Chalmers, habitante de Dundee, teria enviado a Hill uma
carta contendo a sugestão para o pagamento antecipado das cartas
dos Correios, onde apresentava, inclusive, o desenho, que seria mais tarde
aproveitado sem o devido critério.
Com a racionalidade do novo sistema, o preço das cartas foi bastante
reduzido e mais pessoas tiveram acesso aos serviços dos Correios,
aumentando, conseqüentemente, os lucros obtidos pela administração
postal inglesa. Essa foi a senha para que o mesmo princípio fosse
adotado em dezenas de países ainda nos primeiros dez anos após
o lançamento do primeiro selo. A Rowland Hill coube não
apenas o reconhecimento de milhões de adeptos da Filatelia em todo
o mundo apesar das contestações sobre a originalidade da
idéia, mas também uma vultosa recompensa financeira oferecida
pelo governo inglês. Penny Black e Twu Pence Blue, por sua vez,
lançaram sólidas bases para os selos postais que seriam
criados depois. Rowland Hill faleceu em Hampstead em 27 de agosto de 1879,
aos 84 anos de idade.
Prêmio Correios Jovem Colecionador
Foi realizado no dia 03 de março, na Agência Filatélica
de São José do Rio Preto, a entrega do “Prêmio
Correios Jovem Colecionador” referente a 2006. Este prêmio
consistiu na realização de um concurso destinado aos alunos
e às escolas do Ensino Fundamental, e foi desenvolvido em 3 fases:
Local, Estadual e Nacional.

Da esquerda para a direita: Patrick Neves Squizato,
Cláudia dos Santos Duque e Lucas Cotrim
Foram premiados com Certificado e uma Coleção
Anual de Selos, aos alunos: Patrick Neves Squizato, do Centro Educacional
SESI – 410 (1º lugar Fase Estadual e 3º lugar Fase Nacional),
que concorreu com a coleção “Grandes Personalidades
na Filatelia Brasileira”; Cláudia dos Santos Duque, da E.
M. “Deputado Professor Arlindo dos Santos” (2º lugar
Fase Estadual), com a coleção “Espécies Nativas
Regionais” e Lucas Cotrim, do Colégio Santo Antônio
(3º lugar Fase Estadual), com a coleção “O Esporte
e a Educação através dos selos”. Da coluna,
parabéns aos premidos!!!
***Reuniões: A
Sociedade Filatélica e Numismática de São José
do Rio Preto reúne-se aos sábados, das 10h00min às
12h00min horas, Rua Prudente de Moraes, 3057 – Centro (Agência
Central dos Correios). Venham participar de nossa reunião para
trocar, comprar e vender selos ou peças filatélicas. Venham
fazer novos amigos desse mundo fascinante do colecionismo de selos postais.
A entrada é franca. Venham participar! - Informações
pelo telefone (17) 3233-2800, ramal 220 ou pelo e-mail: carlosfavarao@correios.com.br.
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