ENTREVISTADO: HORA DA CORNETA
- Márcio Antonio Barbon, Rodney Albert Roston, Fernando José
Vitti, Marcel Guarda, Armando Thomaziello Jr, Wilson Macchi, Marcelo de
Jesus Sá.
A primeira vista um grupo de amigos realiza performances
que lembra um pouco programas populares de humor, como Pânico, CQC
e outros que seguem as mesmas diretrizes. O que torna esse grupo diferente
dos milhares de outros que se reúnem nas mesmas condições,
é que a criatividade do conjunto é muito grande, riem de
si próprios, e rir de si mesmo é algo muito comum na vida
da maioria das pessoas, que tem senso de humor. O riso tem uma extraordinária
capacidade de liberar, curar e também, não deixa de ser
um ato de entrar em contato consigo mesmo, surgindo, uma percepção
mais aguçada perante as situações da própria
vida. Pode-se dizer que cada reunião do grupo Hora da Corneta é
uma sessão de terapia coletiva. Buscando a origem do grupo, descobre-se
que surgiu de forma natural e espontânea. O bate papo descompromissado
de quem está degustando uma cerveja gelada, passou a reunir os
amigos, entre muitas risadas, com o XV de Novembro de Piracicaba sendo
tema obrigatório, já que todos são quinzistas, alguns
participam diretamente da administração do time. A conversa
animada, muitas vezes atraía a atenção de mesas vizinhas
quando o grupo se reunia em uma mesa de bar. Descompromissadamente decidiram
gravar o bate papo e colocar no You Tube, um site que permite que seus
usuários carreguem e compartilhem vídeos. A boa repercursão
animou o grupo, que passaram a alimentar o site com suas gravações.
O grupo é formado por sete amigos:
Márcio Antonio Barbon, Funcionário Público Municipal,
nascido em 10 de outubro de 1970.
Rodney Albert Roston Gerente Comercial, nascido em 16 de março
de 1968
Fernando José Vitti corretor de seguros, nascido em 21 de abril
de 1976,
Marcel Guarda, fisioterapeuta, nascido em 15 de agosto de 1982,
Armando Thomaziello Jr, diretor de empresa de Recursos Humanos, nascido
em 10 de agosto de 1966.
Wilson Macchi engenheiro agrônomo nascido em 17 de março
de 1968;
Marcelo de Jesus Sá. Radialista e jornalista, nascido em 20 de
novembro de 1979. Com muito bom humor narram fatos engraçados,
atitudes ousadas como de dois elementos do grupo que praticaram a chispada,
que é o ato de correr nu em lugar público por um rápido
período de tempo, os praticantes se esconderam em algum lugar,
despiram-se onde ninguém os via, e apareceram quando ninguém
percebeu, correndo o mais rápido que podiam, em pleno local onde
estava ocorrendo o churrasco. A prática foi desenvolvida na década
de 1970 como um passatempo, ocorreu de forma acentuada nos EUA, era denominada
de Streaking.
Wilson Macchi, como surgiu o grupo Hora da Corneta?
Em função do XV de Novembro de Piracicaba, todos do grupo
são torcedores do XV, começamos a fazer reuniões
ás terça feiras, geralmente em bares frequentado por famílias.
Além do XV surgiram outros assuntos, começaram a sair algumas
“borrachas” (bobagens), chegou um momento em que percebemos que se gravassemos
nossos bate papos teríamos um programa. Calhou do Marcelo Sá
ser profissional da área de comunicação, fizemos
um programa piloto, com ele conduzindo.
Marcel Guarda reafirma que tudo surgiu a partir de conversas informais,
o Armando sugeriu que gravassemos, isso ocorreu em um dia muito frio,
gravamos na sua casa, com equipamento totalmente improvisado. Tinhamos
uma mesa de som e um microfone apenas, aqueles de lapela, a melhor sensação
que tivemos após realizar esse primeiro programa foi o prazer de
ter feito de fato o que haviamos pensado. Apesar da precariedade dos recursos
técnicos, demos muitas risadas, colocamos na internet, agradou
muitas pessoas, com isso fomos dando prosseguimento ás gravações
dos nossos bate papos.
Fernando Vitti complementa, cada programa tem uma hora , dividida em blocos
de quinze minutos. Eu não participei dos seis primeiros programas,
( um dos integrantes em tom de falso sarcamo comenta à voz alta:
“-Foram os melhores”).
Rodney Albert Roston a partir do sétimo programa migramos para
uma tradicional casa de lanches de Piracicaba, com isso começamos
a fazer o programa gravado, porém com platéia, até
então eram feitos na casa do Armando, nós e as nossas esposas.
Fernando Vitti, é feita uma pauta para realizar o programa?
É sim, acredito que a hetereogeneidade do grupo é que dá
a liga do programa. Cada um tem uma característica pessoal, o Armando
é o elemento simples, o Marcelo é o chato, que coloca ordem
na casa, eu sou um dos liberais, o Marcel rí de tudo, não
é risada provocada, é natural, expontânea.
Rodney Albert Roston Nós faziamos o programa no início na
casa do Armando, com a presença das nossas esposas, dos amigos
que passaram a ir até lé. Passamos a fazer em uma lanchonete,
gravavamos e colocavamos no You Tube, um dia olhamos em volta de nós
e tinha umas 60 pessoas nos acompanhando, rindo muito. Nós damos
risadas de nós mesmos. Uma caracterísca é que um
é alvo de piada do outro, isso entre os sete componentes do grupo.
O detalhe muito importante é que não existem personagens,
cada um é ele próprio, sem se caracterizar como uma personagem.
Foi muito importante termos já realizado 18 programas, hoje estamos
em condições de apresentá-lo em rádio.
O grupo irá colocar o programa no ar através de
uma emissora de rádio convencional?
Estaremos entrando no ar no dia sete de fevereiro de 2012, pela Rádio
Educadora 1060 Khertz, AM, terça feira, ás 21 horas. Todo
programa gostamos de trazer um convidado, o primeiro convidado nosso foi
o presidente do XV de Novembro, o Luiz Beltrame, já participaram
o deputado Roberto de Moraes, o Rico Veneno, a Adriana Passari, a Madalena.
Fernando Vitti: Geralmente eu. Crio a pauta, usamos muito o Skype, ficamos
todos ligados no mesmo bate papo, a pauta é feita de forma virtual.
É lançada uma idéia, desenvolvemos durante a semana,
no dia da gravação todos já vêm com idéias
sobre o que poderá dizer. Se bem que na verdade a maioria dos assuntos
surge em nosso bate papo no Skype. Um exemplo: montamos uma pauta, “Sou
do tempo que...” e ai aparece a colaboração de cada um,
Sou do tempo em que conjuntivite se chamava “dordólho”. Outro fala
“Sou do tempo em óleo de cozinha se vendia a granel e era engarrafado
na hora, no vasilhame do cliente”. Nós temos muitos programas focados
no pobre e seus hábitos. Tivemos o “Dia das Mães do Pobre”;
“Natal de Pobre”.
Vocês entrevistaram muitos pobres para fazer esses programas?
Em coro o grupo responde: “-São experiências próprias!”
Uma ouvinte, cuja filha ouvia nosso programa, e a partir daí ela
passou a ouvir também, a filha colocou no facebook que a sua mãe
havia jogado 80% das suas coisas porque tudo que nós falávamos
ela tinha na casa dela. (a realidade é que quando o grupo se refere
a pobre pode entender-se como proprietários de artigos de gosto
duvidoso, os chamados bregas, e não a condição financeira
de quem os possui). O nome dessa senhora é Solange, portanto o
momento de se falar de pobre é o “Momento Dona Solange”. Procuramos
manter um nível em que não se crie constrangimentos de qualquer
ordem, político, religioso. Uma das nossas entrevistadas foi a
Madalena. Já entrevistamos entre outros: Rico Veneno, Adriana Passari,
Mário Luiz, o goleiro Anderson, do XV, o Luiz Beltrame, o Carlinhos
Fernandes que ajudou bastante. Quando ele não pode ir o seu filho
Vitor Mandi nos ajuda. O Netão de Laranjal Paulista nos ajuda nas
pautas. A esposa do Rodney é quem fazia as fotos do grupo.
Todos os componentes são casados?
Dois são solteiros, um é divorciado e outros quatro são
casados.
O que as esposas desses quatro componentes do grupo acham a respeito
dos seus maridos participarem?
Elas os acompanham. Gostam. Principalmente porque não estamos fazendo
personagem. O que nós fazemos na Hora da Corneta é só
juntar os sete componentes que já são assim no cotidiano.
Vocês fazem fofocas?
Muitas, aliás, criamos um termo para isso é “pipinguim”.
Marcelo de Jesus Sá diz: o pessoal está comedido nesta entrevista
está “pegando leve”.
Rodney Albert Roston vamos aproveitar a ocasião para dizer que
animamos casamentos, velórios, batizados, festas de debutantes.
Quando estamos juntos, apenas o grupo, fazemos brincadeiras uns com os
outros, que só nós aguentamos. Se entra alguém de
fora do grupo ele possivelmente não aguentará a pressão
Quando apenas o grupo está reunido o bate papo entre seus
componente é uma terapia coletiva?
Acaba sendo!
Qual será o formato do programa na rádio?
Rodney Albert Roston responde que será na Rádio Educadora
de Piracicaba, o diretor da rádio, Jairinho Mattos, mostrou seu
contentamento, dizendo que estamos fazendo algo totalmente diferente,
um trabalho que ele buscava ha muito tempo para ser feito em uma rádio.
Na sua opinião as Rádios AM e porque não citar a
FM também, são monotonas, os programas são muito
repetitivos. Segundo ele nos afirmou, está buscando alguém
com o nosso espírito. Ele está dando total apoio e liberdade
para o nosso grupo, é lógico que em uma rádio aberta
existem algumas regras. E nós só estamos indo para lá
por causa dessa liberdade de trabalho que nos foi dada.
Marcelo de Jesus Sá Fizemos 18 programas, foram editados, na rádio
será sem cortes, ao vivo. Após gravarmos o quinto programa
tivemos um convite para gravar em uma televisão local. Conversamos,
e o grupo achou que naquele momento não seria ideal para nós,
a fórmula que fazemos é mais direcionada ao rádio.
Profissionais da área sempre afirmaram que deveríamos compartilhar
esse programa com os ouvintes de uma emissora de rádio. Na internet
quem nos ouve é um pessoal ligado a nós, a cada 100 elogios
vinha uma crítica. A abrangência no rádio é
em torno de um milhão de pessoas, da mesma forma que virão
elogios, virão críticas.
Rodney Albert Roston conforme a apreciação do diretor artístico
Jairinho Mattos, nós estamos muito bem preparados para fazer programa
em rádio.
Marcel Guarda formato do programa mais próximo do que estamos fazendo
é o do Danilo Gentili, que integrou o CQC e hoje apresenta um programa
na Band.
Marcelo de Jesus Sá o Danilo não utiliza as vinhetas tradicionais,
pré-gravadas, por exemplo, musica de suspense, a banda que o acompanha,
Ultraje a Rigor faz na hora. Isso nós também fazemos, não
usamos aquela risadinha gravada, rimos ao vivo, na hora. Nosso programa
deu certo assim. Vinheta para o Giro de Notícias, o Marcel faz
na hora. Na semana seguinte essa vinheta sairá diferente. Com isso
você quebra aquela coisa tradicional em rádio. O Wilson faz
a risada sarcástica, saímos do tradicional, mostramos ás
pessoas coisas que são nossas, ninguém tem igual. O humor
que nós apresentamos é uma coisa nossa.
Márcio Antonio Barbon os erros de dicção que eu tenho
faz parte da personagem. (O grupo explode em uma gargalhada).
Marcelo de Jesus Sá Vale a pena realçar que começamos
o programa com seis pessoas, eu, Armando, Wilson, Marcel, Fernando e Rodney.
Depois do sexto programa o Wilson precisava viajar muito, com isso ele
faltou do sétimo e do oitavo programa, ai nós colocamos
o Márcio, que já no começo deveria ter iniciado conosco.
Lançamos a idéia de que ele era o estagiário. Pegou.
Podemos dizer que o Márcio é o único personagem do
programa. A forma como ele faz o estagiário é ele em sua
naturalidade. Quando sai alguma coisa errada dizemos: “Tinha que ser o
estagiário”.
A provocação é imediata, pedem ao estagiário
que fale “Flamengo”, imediatamente ele diz “Framengo”. Explodem as risadas.
Marcelo de Jesus Sá pede que o estagiário repita “O clássico
Fla-Flu”. Ele diz: “O crássico Fra-Fru”. Dificil mesmo é
fazer com que ele repita a palavra “edredom”. Simplesmente não
sai. As gargalhas tomam conta do local.
O interessado em participar do programa de vocês o que deve
fazer?
Terá que entrar na fila temos muitos políticos, esportistas,
pessoas da sociedade em geral, que aguardam para participarem do programa.
Vamos fazer uma homenagem especial ao presidente do XV, Luiz Beltrami,
foi ele quem alavancou o nosso programa. Um dos componentes do grupo afirma
que também faz entrevista com ex-dirigentes do XV, já falecidos,
ele psicofona. (uma alternativa a quem psicografa).
Rodney Albert Roston Nosso programa tem uma curiosidade, várias
pessoas que já citamos faleceram. O único que resiste é
um famoso arquiteto centenário.
Qual é a proposta da Hora da Corneta?
É a descontração do grupo, ficar milionários
e irmos trabalhar na Rede Globo! Apesar de não fazermos nada planejado,
esse passo de migrar da internet para a rádio é de forma
improvisada. Depois da rádio vamos ver o que irá acontecer.
É um pequeno passo para a humanidade, mas um grande passo para
a Hora da Corneta. Juntos é uma piada, e sozinhos também.
Possivelmente teremos um problema no estúdio da rádio, um
elemento do grupo tem pré-disposição para eliminar
gazes intestinais, recentemente ele fez um cruzeiro em um navio, adquiriu
a passagem em uma luxuosa cabine, mas tornou a convivência interna
da mesma quase impossível. Dizemos que toda mulher se casa vestida
de noiva, a esposa dele se casou de escafandro.
Quais as coisas mais esquisitas que vocês já fizeram?
Divertimo-nos muito com situações peculiares, muitos se
calam diante de certos absurdos do cotidiano. Nós expressamos aquilo
que todos gostariam de dizer. Um dos componentes da Hora da Corneta pediu
um lanche para levar para casa, o atendente perguntou: “-Você irá
levar agora?” A resposta do nosso amigo foi fulminante: “Não, eu
venho buscar amanhã cedo!”. Em outra ocasião esse mesmo
integrante pediu uma cerveja em um dos estabelecimentos de Piracicaba,
a atendente perguntou-lhe: “Você quer um copo?”. Imediatamente ele
disse-lhe: “ Não, eu quero uma xícara!” E o pior é
que ela trouxe e ele bebeu a cerveja em uma xícara! Em outra ocasião,
em um famoso barzinho, o mesmo elemento perguntou ao garçom: “O
senhor tem provolone?”. O mesmo disse que tinha, e perguntou-lhe: “-O
senhor quer uma porção?”, ao que nosso amigo respondeu:
“- Traga a peça inteira, eu corto aqui mesmo!”. O que as vezes
ocorre, é quando estamos reunidos, em um barzinho, ao passar por
nós alguma moça muito bonita, que esteja com as amigas,
ou seja sem acompanhante que possa interpretar mal nosso gesto de carinho,
nós a aplaudimos, porém de forma muito discreta, dizemos
por exemplo: “-É aniversário de fulano.” E aplaudimos.
Houve uma ocasião em que dois elementos do grupo estavam
em um churrasco em determinada associação em Piracicaba,
e dado ao alto teor etílico de ambos, ousaram tomar uma atitude
diante de uma platéia estupefata?
Um dos integrantes em uma festa de casamento fez pole dance também
conhecida como dança do cano. (Há uma interrupção,
mencionando uma razão qualquer, fortes aplausos homenageiam a bela
moça que passa, ela estava sentada com um grupo de amigas e dirigia-se
a toalete. Ela retribui com um sorriso). Outros dois elementos do grupo
estavam de fato nesse churrasco, um deles sugeriu que fizesse a famosa
chispada, despiram-se e saíram correndo entre os quiosques onde
as pessoas estavam. Com o esforço da corrida, o efeito de algumas
cervejas baixou bastante, no final do trajeto tiveram a consciência
de que deveriam retornar para vestirem-se. Decidiram ficar sentado em
um gramado aguardando que alguém fosse levar suas roupas, fato
que não ocorreu. Voltaram andando normalmente, como se tivessem
vestidos. Outro fato curioso que ocorreu com dois integrantes do grupo,
foi durante um jogo de futebol entre Brasil e Holanda, pelo campeonato
mundial , as ruas estavam vazias, todos tinham parado para assistir o
jogo, em plena tarde, os dois amigos colocaram uma mesa no leito carroçável
de uma das mais movimentadas vias da nossa cidade, a Dr. Paulo de Moraes,
e passaram a jogar baralho no meio da avenida, próximo ao prédio
da Prefeitura Municipal. Não aparecia um veículo sequer.
Como estava tudo muito quieto, decidiram praticar a chispada. Em um jogo
amistoso entre o XV e o time da Força Sindical, em pleno Estádio
Barão de Serra Negra, um dos componentes do grupo levanta-se, grita
com toda força dos seus pulmões, questionando a honestidade
de determinado dirigente sindical, após dizer tudo que queria,
identificou-se, meu nome é fulano de tal, dando não o seu
nome, mas o do amigo do grupo. Um ex-presidente do XV, de tanto pegarem
no pé dele, disse que iria tomar providências como impedir
a entrada deles no estádio, e nos dias de jogo estabelecer um limite
onde no raio de três quilômetros do Estádio Barão
de Serra Negra eles não poderiam permanecer. Um dos elementos do
grupo mora a 500 metros do estádio, sua preocupação
era como iria chegar em casa nos dias de jogo. “Cada um de nós,
individualmente, tinha como motivação torcer pelo XV, até
que decidimos participar ativamente da administração do
XV, hoje temos vários integrantes que são conselheiros do
XV”.
Vocês aplaudiram dissimuladamente a passagem de uma bela
moça que saiu da mesa de suas amigas e dirigiu-se á toalete.
Existe o contrario de aplausos (que seriam vaias)?
O contrário de aplausos para nós é aplaudirmos na
linguagem do surdo e mudo a LIBRAS, que é assim. (Demonstram, erguendo
as mãos para o alto e balançando-as).
Vocês se consideram pessoas normais?
Rodney Albert Roston diz: Todos nós somos normais, temos famílias,
sutentamos nossas familias com o nosso trabalho, todos trabalham, saimos
da “normalidade” no momento em podemos. Somos malucos com responsabilidade.
Ninguém aqui rasga dinheiro, nem corre atrás de avião.
De certa forma vocês cultivam a alegria da infância?
Exatamente! Embora alguns tenham trinta, quarenta anos, somos umas crianças.
Fazemos campeonato de jogo de taco, uma brincadeira típica de crianças
e adolescentes. O cotidiano é estressante, em todos os locais em
que cada um de nós trabalha.
O que os filhos de você pensam a respeito dessas brincadeiras
que vocês fazem?
Rodney Albert Roston Meu filho me acha um palhaço, assim como meus
pais. Temos que deixar evidente que todos que compõem o nosso grupo
são amigos, pertencem a uma classe social comum ao grupo.
Márcio, você que tem um cargo público, qual
é a reação dos conhecidos?
Até as 18 horas eu sou funcionário, depois tenho a minha
vida privada.
Quais são as perspectivas do programa Hora da Corneta que
passará a ser apresentado pela Rádio Educadora?
Esperamos contar com a audiência daqueles que nos acessam pela internet,
inclusive já falamos para nossas familiares e amigos ligarem, cada
um já tem uns 15 nomes diferentes. Vamos ter enorme audiência
entre os profissionais da noite, como guarda noturno, porteiros de prédios,
caminhoneiros que passam pela região. Com absoluta certeza vamos
ter maior audiência do que a Voz do Brasil ultrapassando a audiência
da Voz do Brasil já estaremos satisfeitos. Somos gratos ao Carlinhos
Fernandes, seu filho Mandi. A Hora da Corneta é uma nova opção
para quem fica na internet, na TV a cabo, ou não agüenta mais
ver novela, Big Brother. Estamos achando que com a entrada do programa
Hora da Corneta no ar, irá cair a audiência da Globo, ela
corre o risco de ter traço em sua audiência. Uma das primeiras
coisas que iremos fazer será contar os capítulos das novelas,
iremos antecipar tudo que irá acontecer durante a semana.
Rodney Albert Roston Sabemos que sempre tem um louco que gosta de ouvir
o que nós falamos, e se algum deles quizer participar com patrocinio,
sou do departamento comercial da Hora da Corneta, poderá entrar
em contato através do telefone 91502073, 24 horas por dia. Não
queremos rasgar dinheiro.

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